domingo, 27 de fevereiro de 2011

O SOM DO SILÊNCIO

O silêncio pode falar muito, pode significar muitas coisas diferentes...

Às vezes o silêncio é indiferença, é a maneira de mostrarmos que algo não nos interessa.

Alguns silêncios são raiva, em uma tentativa de ferir a pessoa objeto da raiva com uma pretença ( já que visivelmente falsa) postura de indiferença.

Alguns silêncios são mágoa, e uma tentativa de nos afastarmos de alguém que nos causa dor...

O silêncio também pode ser amor, e então ele se faz porque as palavras tornam-se desnecessárias.

Pode ser também a tentativa de não nos tornarmos repetitivos, redundantes, pois aquilo que deveria ser dito, foi tido... e então continuarmos a falar é desperdiçar palavras no vazio.

O silêncio também pode ser compreensão, a nossa maneira de aceitarmos as pessoas e coisas como são, sem sobrecarregá-los com nossas expectativas.

E algumas vezes, talvez deva completar, algumas POUCAS vezes, o silêncio é paz.

Ouça o som do meu silêncio.
Ele não é indiferença, mas te fala de algo que não me interessa. Ele é raiva, às vezes, devo admitir... às vezes de você, às vezes de mim, às vezes da vida ou destino, mas serei sincera em admitir que ela, a raiva, está lá...
E é mágoa, e tristeza... E te garanto, muito, muito amor.
E calo para não me repetir, sim, pois tenho a certeza que você já conhece de cor os meus pensamentos e sentimentos... já falei deles para você tantas e tantas vezes que até eu estou exausta de ouví-los.
E é a minha tentativa de compreender e aceitar; de esvaziar a minha mente das expectativas e desejos. Respeitar as minhas e as suas limitações... Embora seja essa a parte mais difícil disso tudo.

Ouça o som do meu silêncio...
Ele é o único modo que achei de te amar e continuar me amando...
E não, ele não é paz... ainda.
A tempestade não passou e as águas ainda estão revoltas... mas elas irão se acalmar um dia, e essa é a minha tentativa de permitir que esse dia chegue... para todos nós.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A PAZ E A ALMA IMORAL

Falei que o livro ia provavelmente aparecer várias vezes aqui pelo blog... Vamos voltar a este assunto... Pois realmente o livro é excelente... do tipo pra ler e reler e reler e reler...

Falamos de traições... aquelas que cometemos contra a sociedade, contra os outros, contra nós mesmos...

E se não tenho muitos problemas com as traições cometidas contra sociedade e suas regras, tenho muito problema com as traições que, com uma frequencia muito maior do que gostamos de admitir, cometemos contra nós mesmos...

E quanto aos outros?? Será que também não traimos aqueles a quem amamos quando, para não magoá-los, agimos contra o nosso coração, os nossos sentimentos e vontades reais?? E quando entram em cena sentimentos fortes e ambivalentes, como saber o que realmente é ser fiel a nossa alma??

Agora chegamos na PAZ... acredito que está aí o segredo de tudo... Quando somos verdadeiros com nós mesmos, podemos agir de maneiras que gerem tristeza, nos outros e em nós mesmos, mas estamos em paz... temos dentro de nós aquela tranquilidade e serenidade que nos diz que a gente fez o melhor, e por isso as coisas irão de ajeitar...

A paz é, na minha opinião, o termometro que mede a lealdade que temos com nossa alma. E talvez por isso, em meio às nossas confusões e contradições, seja tão difícil encontrarmos a paz. 

E aí deixo a pergunta: Como anda o seu nível de paz ultimamente??