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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Closing time...


"Closing time, every new beginning
Comes from some other beginning's end"

Inícios, meios e fins... E sim, fins são, quase que inevitavelmente, tristes... E como já escrevi uma vez, na grande maioria das vezes não são pontos, mas processos...

Mas as nuvens que trazem as tempestades se dissipam eventualmente, e a água que caiu abalando tudo ao redor é utilizada para que a vida renasça e refloresça, talvez mais forte e mais bonita do que antes.

E assim é a vida... O fim traz esse novo início contido nele.

O novo não vem enquanto algumas portas não são fechadas e deixadas para traz, mesmo que a caminhada adiante pareça amedrontadora por trazer com ela todos os fantasmas da incerteza.

A vida caminha para frente, inevitavelmente. Não importa o quanto lutemos para nos mantermos ligados aos nossos velhos apegos, nossas velhas histórias, nossos velhos - ou atuais - medos. Pausar não é uma opção no filme da vida, e, quando tentamos, inevitavelmente saímos perdendo, pois as oportunidades de renovação cruzam nossos caminhos todos os dias, mas vão embora também, quando não as aproveitamos...

Então hoje em celebro o fim. Encerro o processo desse doloroso final que começou há tantos meses atrás, exatamente no mesmo momento que iniciamos nossa história.

Agradeço o aprendizado, os momentos, o sentimento. Perdoo o que precisa ser perdoado e peço perdão por qualquer coisa. E sigo...

Celebrando o fim, e os novos começos.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

For Good

A todos os amigos que passaram pela minha vida - os do prédio, do Mutirão, do Compa, da ESPM e da UNIP, os da Seara Bendita, Lar Meimei, os do Rio de Janeiro, osdas empresas pelas quais passei,  os do MASA, os que entraram em minha vida sem eu nem lembrar como e os que Deus fez que, mais que amigos, fossem parte da minha superespecial família...
Minha eterna gratidão por todas as mudanças por que passei por tê-los em minha vida. Espero que possam tirar alguns minutinhos para ver minha (bem) singela homenagem a vocês!

(Não consegui achar o vídeo com uma boa legenda em português, então a letra está abaixo. Infelizmente o jogo de palavras se perde na tradução...)
Eu ouvi dizer
Que as pessoas entram em nossa vida por uma razão
Trazendo algo que devemos aprender
E somos levados
Àqueles que mais nos ajudam a crescer
Se os permitimos
E os ajudarmos também.
Bem, eu não sei se eu acredito que isso é verdade,
Mas eu sei que eu sou quem eu sou hoje
Porque eu te conheci.

Como um cometa puxado de sua órbita
Ao passar pelo sol
Como um riacho que encontra uma rocha
No caminho para a floresta
Quem pode dizer se eu mudei pra melhor?
Mas porque eu te conheci
Eu mudei.. de verdade

Pode até ser
Que não nos encontremos novamente
Nessa vida,
Então deixe-me dizer antes de nos separarmos
Muito de mim
É feito do que eu aprendi com você.
Você estará comigo
Como uma digital em meu coração.
E agora não importa como nossas histórias terminem
Eu sei que você reescreveu a minha
Por ter sido minha amiga
Como um navio desviado de sua rota
Por um vento no mar
Como uma semente deixada por um pássaro
Numa floresta distante
Quem pode dizer se eu mudei pra melhor?
Mas porque eu te conheci
Porque eu te conheci
Eu mudei de verdade

E para esclarescer as coisas
Eu peço perdão
Pelas coisas que eu fiz e pelas quais você me culpa

Mas então, eu acho que nós sabemos
Que há culpa para compartilhar.

E tudo isso parece não importar mais

Como um cometa fora de órbita (Como um navio desviado de sua rota).
Ao passar pelo sol (Por um vento no mar).
Como um riacho que encontra uma rocha (Como uma semente deixada por um pássaro)
No caminho para a floresta (Numa floresta distante)

Quem pode dizer se eu mudei para melhor?
 E eu realmente acredito que mudei para melhor.

Mas porque eu te conheci
Porque eu te conheci

Porque eu te conheci
Eu mudei de verdade.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Confissões

E aí, na semana passada, eu me vi, em um desentendimento com alguém que amo, atacando por atacar... Não explicando ou falando sobre os tantos sentimentos e as fontes desses sentimentos (fiz isso tb), mas me peguei, em alguns momentos apenas atacando. Soltando algumas frases que tinham, como principal intuíto, machucar.

E aí foi a hora que parei e calei. Porque essa atitude falava pouco da relação, mas muito de mim. Porque estava atacando alguém por quem dizia não sentir nada além de amor? Que sensações e sentimentos tinha escondido até de mim mesma??

Sou uma pessoa bastante sensata, e com crenças muito fortes a respeito do direito das pessoas a sua individualidade, e também com uma certeza muito grande de que, na grande maioria das vezes, as pessoas agem de acordo com aquilo que sinceramente acreditam ser o melhor, ou da maneira que seu entendimento permite.

Se por um lado isso me faz respeitar o jeito de cada um (ou ao menos tentar exautivamente fazê-lo), por outro lado isso me afasta dos meus sentimentos, me faz negá-los e me sentir sem o direito de ficar com raiva, magoada ou chateada quando acredito que a pessoa não teve a intenção deliberada de me magoar.

Só que os sentimentos não deixam de existir quando não os aceitamos, e olhar para minha agressividade com esse amigo me fez ter que olhar para os meus sentimentos escondidos, para tudo aquilo que neguei a mim mesmo o direito de sentir.

Descobri que negar a raiva é dar força a ela. É permitir que ela se agarre ao seu coração, se esconda e solte seu veneno em doses homeopáticas, gerando na gente aquele prazer sádico que sentimos quando soltamos ironias e frases agressivas, que tentamos nos convencer que são inofensivas por serem ditas de maneira quase carinhosa, ou por acharmos para elas explicações racionais, negando a nós mesmos que agressões são sempre agressões. Então, me vi numa posição difícil: calar e correr o risco de seguir com as pequenas agressões pelas feridas mal curadas, magoando a pessoa; ou falar, e correr o risco de magoar a pessoa?

Optei pela segunda - mais honesta com a pessoa, que pode sim se magoar, mas que ao menos saberá de onde está vindo a agressividade e o motivo dela existir, podendo é claro, concordar ou não que são motivos válidos racionalmente (alguns eu mesma não concordaria), mas tendo que aceitar que sentimentos são sempre reais, sempre concretos para quem os sente. Além disso, essa também era a opção mais honesta comigo. Apenas identificando, localizando, entendendo e expressando meus sentimentos poderei lidar com eles de maneira saudável, deixá-los partir.

Então, se vc ficou sem entender - primeiro as frases agressivas, e então o silêncio, e depois a enxurrada de frases recebidas por email... tá aí sua explicação. Não sei que importância ela tem pra vc, mas com certeza é importante pra mim te explicar.

Fica também o pedido de desculpas pelas agressões gratuítas que vinham acontecendo quando tentavamos conversar, e pela dificuldade de perceber, entender ou aceitar alguns movimentos que você fez... Espero, sinceramente, que você também possa, em algum momento, entender tudo aquilo que tentei te falar despido das defesas e dos pré-conceitos que te fazem sempre olhar meu discurso através de um véu de irritação...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O espelho é um amigo cruel



O auto-conhecimento (agora com hífen, ou sem hífen??) é um processo costante, e quem me conhece bem sabe que mergulhei de cabeça nesse processo, como tudo que faço, essa também é uma área da minha vida que vivo intensamente.

O espelho é, porém, um amigo cruel.
O espelho te reflete sem disfarces. Não há fotoshop, não há jogos de luzes, não há como esconder aquelas partes indesejadas de si mesmo. Se está lá, o espelho nos mostra, e sem meias palavras, sem cuidado ou delicadeza, somos expostos a imagem totalmente desnuda de nós mesmos.

Claro que isso vale para os espelhos físicos, também igualmente fiéis a realidade; mas como estou falando de auto-aprimoramento, e não de saúde, ginástica ou estética, deixemos estes de lado (por um momento apenas, pois voltarei à eles), e nos concentremos nos espelhos simbólicos.

Um espelho simbólico pode ser tudo aquilo que nos reflita nos mesmos. Uma pessoa com os nossos mesmos hábitos irritantes, uma situação onde nosso eu mais verdadeiro nos seja exposto, um amigo que nos mostra como somos, um livro no qual nos vemos, um momento em que saímos de nós mesmos e nos olhamos "de fora". Qualquer situação que nos tire dos mil pensamentos que ocupam nossa mente de maneira frenética e desesperada e que nos impedem de entrar em contato com nós mesmos, e nos coloque ali, cara a cara com o que somos.

Voltemos ao espelho físico. Pegue um agora, coloque na frente do seu rosto e olhe. Resista à tentação de focar na sua aparência física. Olhe dentro dos seus olhos, e sinta. O que você vê lá dentro? O que esse exercício te faz sentir? Mais uma vez, não pense, apenas sinta... Quais foram esses sentimentos? Foram bons ou ruins?? Se deixarmos, o espelho físico pode ser um bom espelho simbólico também. Um tão poderoso que a maioria das pessoas não se sente bem em fazer esse exercício.

E aí, entram dois pontos importantes: o primeiro, é que auto-conhecimento não vale nada se não for gerador de mudanças. Essa história de nasci assim, cresci assim, vou ser sempre assim funciona apenas na música, ou como uma defesa pra gente não encarar o que nos assusta em nós mesmos.

Não estou falando em mudar para agradar os outros. Estou falando em promover aquelas mudanças que são fundamentais para nos fazer pessoas mais felizes, mais completas. Aquelas mudanças que nos trazem paz por nos aproximarem daquilo que somos como potenciais.

O segundo ponto, é que não há mudança verdadeira sem aceitação. E talvez aí esteja a maior dificuldade que temos em mudar, porque aquele incomodo em frente ao espelho, é puro julgamento. É você apontando o dedo para você mesmo e dizendo: "veja como você é errado!"; "veja como você é mal", "veja como você merece todas as coisas ruins que acontecem na sua vida!". Esse incomodo em frente ao espelho é pura crítica, e, em geral, nos julgamos de uma maneira muito mais cruel do que julgamos aqueles à nossa volta, do que julgamos aqueles a quem amamos.

E então desviamos o olhar do espelho, arrumamos o cabelo e saimos para o dia a dia e para os pensamentos e atividades que tiram meu olhar dos meus defeitos... É mais fácil assim. Encarar a si mesmo é um processo aterrorizante se não há aceitação. E sem encarar a nós mesmos, nenhuma mudança é possível.

Sim, somos imperfeitos. Todos.

Todas as nossas características nos servem ou serviram em algum momento da nossa vida. Todas elas nos protegeram, de alguma forma, da dor que queríamos evitar. Não há bem ou mal, há apenas consequências, e, se conseguirmos passar pela fase do medo, segurar nosso olhar no espelho e encarar a jornada do auto-conhecimento, talvez um dia nos peguemos avaliando as consequências das nossas imperfeições no hoje, definindo o que não nos serve mais, agradecendo pela protação e ensinamentos que nossos defeitos nos trouxeram até o momento, e trabalhando para deixá-los ir.

Sim, é difícil. Sim, repetiremos as mesmas ações que queremos mudar algumas vezes, por puro hábito, mas, com aceitação incondicional de nós mesmos  persistir no caminho da mudança torna-se não uma pesada obrigação, mas um prazer.



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Novo dia, novo tempo

E o Voo da Fênix ganha cara nova...

Porque a vida é assim, e esse blog não tem esse nome à toa.

Tá no meu nome, tá na vida, tá no símbolo que escolhi pra mim... a fênix. Morte e renascimento... Renovação.

E o outono, minha época preferida do ano, é o momento ideal de deixar morrer aquilo que tem que morrer, desprender-se do que passou e abrir as portas para o novo.

Renovar, a vida, a alma e se for possível, também o guarda-roupa... (por que não?)

Abraçar as mudanças de peito aberto, mudar velhos hábitos, velhos padrões, velhos sentimentos... Desapegar...

A "gestação"pós R.A terminou...

Agora é hora de RENASCER!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meu Transcendendo seus Limites - Superação e voo ao encontro da paz


Já fazem dois anos que fiz meu Transcendendo seus Limites. Por que escrever agora?? Resposta simples e direta: porque não tive vontade de escrever antes...


Pra quem não faz ideia do que estou falando – http://www.tadashi.com.br/



Pra quem já viu um voo, começo dizendo: Sim, as risadas são verdadeiras!! - Acreditava que as pessoas podiam sentir-se voando, podiam acessar momentos de coragem, amor, comunhão com Deus... Mas simplesmente não podia acreditar naquele monte de gente começando a gargalhar do nada... Tive que viver pra acreditar que era possível!

Não sabia o que buscava quando fui fazer o TL... Sabia que algo não estava bem; sabia que não estava feliz, não estava em paz. Sabia, principalmente, que o processo não seria fácil; e, apesar da mudança ocorrida após o LT, não acreditava que poderia ser tão transformador.

Vivi lá meu momento de coragem; vivi lá meu momento de amor incondicional; vivi lá meu momento de comunhão com Deus e já no fim, encontrei o que estava procurando – a alegria e felicidade que te fazem gargalhar sem nenhum motivo. Resgatei, lá em Itú (meu TL foi no Golf) uma leveza, uma felicidade, uma alegria que não lembro de haver sentido antes.

Junto com isso encontrei a fé. Não a fé cega que te faz acreditar sem parar para pensar, mas uma certeza completa e absoluta que está tudo certo; tudo é como tem que ser. E como é libertador saber disso – aceitar passado e presente, aprender o quem tem que ser aprendido, deixar o resto de lado e, sem culpas e sem ressentimentos, seguir em frente; transformar-se; transformar o mundo.

Não, não foi fácil.


Não, não foi uma mudança automática, ocorrida num passe de mágica. O espelho me mostrou coisas que não gostei de ver. Saí do hotel e fui para casa um pouco mais consciente da minha luz, mas, principalmente, com uma bagagem enorme de sombras descobertas. Sai do treinamento para enfrentar uma batalha diária com hábitos disfuncionais cultivados por anos e anos; uma batalha árdua, que, em alguns aspectos, dura até hoje; e na qual me vejo às vezes ganhando, outras perdendo.



Mas saí em paz. A paz de me saber forte, amada e amando a mim mesma, com habilidade de rir até mesmo das sombras (e ás vezes rir das sombras é a única maneira de fazê-las ir embora) e com a certeza absoluta de que Deus está comigo e em mim, e portanto, tudo está perfeito.

A paz que me ajuda a aceitar os momentos inevitáveis de tristeza, integrar o aprendizado e – o mais importante – desapegar dessa tristeza; e fazer o mesmo com os momentos de alegria – pois eles também vão passar.

A paz que me faz assumir responsabilidade por um mundo que é meu, e abraçar a mudança deste mundo como uma missão a ser cumprida. Como disse Jorge Vercilo - “paz no mundo inteiro, esta é a minha guerra”.

A paz que me trouxe a habilidade de gargalhar do nada; que me dá coragem para me melhorar a cada dia e me superar; a paz que me deu asas, me fez ver mais longe, me faz voar.

sábado, 16 de outubro de 2010

De repente...30!


Ano passado, nesta mesma época, estava em crise.
Fazendo 29 anos o tempo parecia ter passado tão rápido e tão pouco havia sido realizado...

Verdade, o tempo passou rápido... e neste ano, 30!

Não, não casei aos 20, como dizia que ia fazer quando era criança (ufa! que bom!)

Não tive meus dois filhos aos 22, e 24 anos (e por isso pude fazer não uma, mas duas faculdades), na verdade, não tive nenhum ainda (mas quem está com pressa?)

Não encontrei o principe encantado (mas o tempo me ensinou que ele não existe... principes viram sapos, e não o contrário, por isso é melhor esquecer a idéia de perfeição...)
Encontrei, apesar disso, uma Renata que, longe de ser a princesa no alto da torre esperando ser salva, doma seus próprios dragões (pra que matá-los, eles voam e podem te levar muito mais longe), luta suas próprias batalhas e cria as leis de seu mundo... (e talvez só tenha conseguido encontrar essa Renata porque o principe não apareceu).

Não encontrei a serenidade, calma e paz que esperava ter até os 30... Tenho que me lembrar frequentemente que devo tentar manter a mente aberta, a espinha ereta e o coração tranquilo - a mente ainda espera que os outros sigam minhas altas expectativas, a coluna dói devido à péssima postura e o coração vive de altos e baixos como numa montanha russa - (Mas aprendi a aceitar que as pessoas são o que são e escolher as que quero perto de mim; aprendi a aproveitar ao máximo os altos e aprender com os baixos, e que no final a única certeza é que ambos vão passar; e a coluna... é, tenho que fazer alguma coisa para resolver isso...)

Não, minha vida não é como eu imaginava, aos 12, que seria quando fizesse 30 anos - e descobri que é muito melhor!

Sim, ainda há um longo caminha à percorrer...

Sim, sair dos vinte e poucos é uma grande mudança... mas quem disse que é pra pior?

Afinal, é aos 30 que o jogo começa a ficar interessante, não é?



"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade…
Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.

Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar!" — Clarice Lispector

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A VIDA É UM VÔO SOLO




A cada dia me convenço mais de que apesar de sermos seres que necessitam viver coletivamente, temos que aprender que a vida é um vôo solo.

Crescemos ouvindo de nossos pais que não podemos ser egoístas, que temos que pensar nos outros; de nossas religiões ouvimos que temos que amar o próximo como a nós mesmos... o problema não está nos ensinamentos em si, mas na maneira como entendemos tudo errado.

No meio da nossa confusão, vamos aprendendo a esperar que os outros se preocupem com nossa felicidade, e às vezes chegamos até mesmo a acreditar que essa felicidade está nas mãos de outras pessoas. Vamos colocando nos outros, dessa maneira, a responsabilidade pelas nossas ações.

Vivemos numa confusão do tipo "como pensar em mim é egoísmo, então eu penso em você com a condição que você pense em mim" sem que na verdade ninguém pense em ninguém... enfim, uma confusão só.

Pois eu digo sem vergonha "viva o egoísmo", aquele egoísmo saudável, que faz com que você pense primeiro naquilo que é bom pra você, naquilo que te faz crescer e se desenvolver como pessoa, para só depois pensar nos outros.

O egoísmo que te faz dizer não aos outros quando o não é necessário, e que evita que você se viole para agradar as pessoas próximas, com medo de que elas deixem de te amar. Aliás, se você costuma dizer muitos sim pra não desagradar os outros, uma dica pra vc: se o amor acaba porque você se posicionou, se respeitou e discordou de alguém, então esse sentimento nunca foi amor.

Viva o egoísmo do "amar o próximo COMO A SI MESMO" porque quem não se ama não está em condições de amar ninguém, já que ninguém dá aquilo que não tem.

Suas experiências são só suas, fazem parte do caminho que você tem que percorrer para sua evolução, querer que as pessoas percorram este caminho por você, ou mesmo com você, isso sim é egoísmo; elas já tem as próprias pedras pra remover no caminho que será trilhado por elas.

Não estou defendendo o individualismo, a falta de caridade e preocupação com o outro, longe disso, ao ajudar as pessoas que estão ao meu redor a viver bem colaboro para tornar o meu mundo um lugar melhor, na mesma proporção em que quando trabalho para que eu viva bem estou colaborando com as pessoas ao meu redor, estamos sempe interligados.

Defendo apenas que temos que ser responsáveis por nós mesmos e pela busca de nossa própria evolução e felicidade, e que ajudamos mais os outros quando os fazemos perceber que a felicidade e a vida deles é responsabilidade deles do que quando passamos a mão em suas cabeças e resolvemos os seus problemas.

Defendo apenas que suas conquistas, mesmo quando deixam os outros felizes, são só suas, e que aquele gostinho especial é só seu. E o mesmo acontece com suas tristezas. Somos seres únicos vivendo experiências únicas, e no final só nós podemos fazer tudo fazer sentido, tudo se encaixar.

A vida é um vôo solo, que deve ser voado bem alto, onde podemos ver mais longe.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sentimentos de uma noite de verão

Na noite escura ela olha para a lua. Cheia. Em oposição à seu coração vazio.

Não sabe mais o que sente ou de onde vem a sensação de aperto que teima em manter-se constante em seu peito.

A cabeça, em compensação, está repleta de pensamentos confusos... Ela já não sabe mais quem é, ou o que é o amor...

A criança romântica que sonhava com principes encantados já não existe mais.

A paixão arrebatadora da adolescência já passou, deixando algumas mágoas, um coração partido e muita coisa mal resolvida.

O coração cicatrizou, e já até se partiu de novo... mas nunca foi o mesmo.

Ela está mais "pé no chão", mais objetiva... mais cínica até... Mas já não sabe com o que sonhar.

Algo mudou, mas ela não sabe mais se foi dentro ou fora dela.

Então ela só fica lá, parada, olhando a lua naquela agradável noite de verão. Uma lua que não desperta sonhos nem saudades, tristezas nem alegrias.

Uma lua cheia, bonita, mas que não traz a paz, e sim um sentimento diferente; algo que não dá pra colocar em palavras.

Só mais uma noite, mais uma lua, mais um sentimento confuso.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mensagem aos amigos


Para todos os meus amigos, estejam longe ou perto, quer me conheçam há anos e anos, quer tenham tomado conta do meu coração em 3 dias mágicos (to falando de vcs mesmo, bando de corujas!!); para aqueles com quem falou quase sempre, e praqueles com quem não falo há muito e muito tempo... Coloquem a música pra tocar, leiam e lá embaixo tem a tradução da música, que foi escolhida não apenas porque eu amo Friends, mas porque tb amo a letra nos lembra que mesmo os momentos mais difíceis ficam mais fáceis quando se tem amigos.

Ontem, mais de meia noite, meu quarto... Comportamento é repetitivo, e por mais que se queira, difícil de mudar, então eu estava deitada, sentindo pena de mim mesma e pensando em como estava sozinha e não tinha amigos e ninguém me amava, etc, etc, etc (ta, ta... idiota, mas como eu disse, comportamento é repetitivo...). Exatamente na hora que estava rezando e pedindo ajuda a Deus (nunca converso com intermediários... hahaha), o telefone toca. Coincidência ou não, pouco importa.

Não é necessário dizer quem era. Alguém que disse ter ligado apenas pra me dar oi, pra ouvir minha voz. Também não importa o que foi dito ou como a conversa melhorou meu humor. Importa que na madrugada de uma terça-feira, alguém pensou em mim e se importou o suficiente pra me ligar, mesmo sem ter nada importante a dizer. Como dizer que ninguém se importa comigo depois disso?

Ai parei pra pensar, ou melhor, pra lembrar. Lembrar de muitas pessoas. Um amigo me ligou sempre que uma mensagem mostrando que eu não estava bem chegava em seu celular; de algumas pessoas que me ouviram quando eu precisava falar e outras que falaram quando eu precisava ouvir, e ainda algumas que sempre souberam fazer ambos. Lembrei de amigos com quem tive longas conversas e de amigos com quem vivi momentos importantíssimos, em silêncio. Lembrei de um casal que me acolheu, quando eu, como uma doida, toquei a campainha da casa deles chorando, de alguém que passou mais de uma hora no telefone comigo falando bobagens, pra que eu me sentisse melhor. Lembrei de elaboração de PGE e de TCC. Lembrei de momentos de felicidade, alegria, tristeza, dor, raiva... de momentos em que ouvi e momentos em que falei. Momentos em que ajudei e momentos em que fui ajudada. E uma lista enorme de pessoas apareceu na minha cabeça.

Algumas estão ainda na minha vida. Algumas passaram. Porque a vida é assim mesmo... Mas senti, profundamente o grande amor, admiração e carinho que sinto por cada uma dessas o pessoas. A importância de cada uma delas na minha vida. E assim, um coração que se sentia meio vazio se encheu, e hoje o sinto quase a ponto de estourar de alegria, carinho, amor... enfim, de felicidade.

É verdade, comportamento é repetitivo. Mas agora sei que sempre que bater a vontade de sentir pena de mim mesma por estar só, sempre que aparecer esse vazio, posso buscar em minha memória a melhor arma contra a solidão: a lembrança de cada um de vocês que guardo no meu coração... e não há solidão que possa enfrentar essa arma.

Amizade é o amor descomplicado. É a maneira mais fácil de amar incondicionalmente. Por isso, escrevi hoje essa postagem pra dizer uma única coisa:

HONRO E AMO TODOS E CADA UM DE VOCÊS, A QUEM TENHO MUITO ORGULHO DE PODER CHAMAR DE AMIGOS.

E estejam por perto ou longe, espero que, neste momento, vocês possam sentir esse enorme amor que lhes dedico, que saibam que podem contar sempre comigo, mesmo em meio à agitação e correria do dia a dia.

Deixo vocês com uma frase, uma sugestão de leitura e a tradução da música lá de cima.

Frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” (A. Saint-Exupery)

Sugestão de leitura: Longe é um lugar que não existe (é só buscar no Google – “o Google é meu pastor e nada me faltará...rsrsrs)

E a tradução tá na postagem ai de baixo...



Vocês são minha maior força!!!


Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 23 de agosto de 2008

Meu conto de fadas moderno...

A gente sonha, e sonha com o amor...
E nos nossos sonhos, como nos filme, e nas histórias dos contos de fadas, tudo ocorre dentro no script.
Nos contos de fadas a princesa não se apaixona pelo principe que é apaixonado pela princesa do reino ao lado...
E sonhamos com este amor de contos de fadas...
Onde ninguém é novo demais
Velho demais
Confuso demais
Com um passado complicado demais...
Enfim, tudo funciona...

E mesmo quando paramos de sonhar com o príncipe encantado e nos conformamos que no mundo real todo mundo é meio ogro, ainda assim sonhamos com aquele cara especial... aquele cara legal, engraçado, meigo, carinhoso, só um pouquinho irritante de vez em quando...

E você procura, e procura... E só Deus sabe todas as batalhas, internas e externas que você enfrenta pra encontrar esse cara...

Finalmente o cara certo...

É, vc o encontra...

Mas... ei, o que você tá pensando? Isso aqui é vida real!

Ele é confuso, ele tem um passado complicado... e ele não se apaixonou por você...

E agora essa é a cena final:
Você está lá, linda, com seu vestido mais bonito, os sapatinhos de cristal nos pés, o cabelo penteado em lindas tranças... e a sua frente está o reino dos seus sonhos... o castelo sonhado, no dia perfeito, lá dentro está ele... o príncipe... aquele do jeitinho que você queria... E você chega à porta do castelo e bate... bate... bate... Mas ninguém vai atender!

É... ainda não foi dessa vez... E a gente segue beijando os sapos na esperança de que um dia, por um toque de mágica, algum deles se torne príncipe outra vez... e quem sabe dessa vez o cupido acerta as duas flechas nas pessoas certas...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O mundo dá voltas... mas não nos encontra no mesmo lugar...

O mundo dá voltas... E voltas mesmo... Redondas... Dá pra entender?? Giros de 360°...
Mas percebi que essas voltas não se dão em círculos, mas em espirais... Ou talvez o mundo gire em circulos, e nós caminhemos em espirais...

Sei lá... O fato é que quando o mundo gira 360°, não nos encontra mais no mesmo lugar... Estranho isso... quando aquilo que em algum momento foi seu maior desejo acontece, já não é mais o que vc quer...

Isso é bom... sinal de evolução, não é... Sinal que hoje estou aspirando coisas maiores do que há 2 anos atrás... mas ao mesmo tempo... e o que eu quero hoje?? Será que o mundo vai dar um jeito de me trazer apenas daqui há uns dois anos??

Tempestade

No som do ventilador O silêncio de um vazio preenchido apenas com o vento  O resquício de um sentimento que nunca deixou de estar lá  Seu co...