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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A PAZ E A ALMA IMORAL

Falei que o livro ia provavelmente aparecer várias vezes aqui pelo blog... Vamos voltar a este assunto... Pois realmente o livro é excelente... do tipo pra ler e reler e reler e reler...

Falamos de traições... aquelas que cometemos contra a sociedade, contra os outros, contra nós mesmos...

E se não tenho muitos problemas com as traições cometidas contra sociedade e suas regras, tenho muito problema com as traições que, com uma frequencia muito maior do que gostamos de admitir, cometemos contra nós mesmos...

E quanto aos outros?? Será que também não traimos aqueles a quem amamos quando, para não magoá-los, agimos contra o nosso coração, os nossos sentimentos e vontades reais?? E quando entram em cena sentimentos fortes e ambivalentes, como saber o que realmente é ser fiel a nossa alma??

Agora chegamos na PAZ... acredito que está aí o segredo de tudo... Quando somos verdadeiros com nós mesmos, podemos agir de maneiras que gerem tristeza, nos outros e em nós mesmos, mas estamos em paz... temos dentro de nós aquela tranquilidade e serenidade que nos diz que a gente fez o melhor, e por isso as coisas irão de ajeitar...

A paz é, na minha opinião, o termometro que mede a lealdade que temos com nossa alma. E talvez por isso, em meio às nossas confusões e contradições, seja tão difícil encontrarmos a paz. 

E aí deixo a pergunta: Como anda o seu nível de paz ultimamente??

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Alma Imoral - Parte 1


Vi a peça. Fantástica!!
Hoje comprei o livro do rabino Nilton Bonder, e é inevitável que ele acabe virando tema de posts... então vamos lá...

Alma (transgressão) X Corpo (tradição) 

Bom, um livro que chama a alma imoral, e sim, a palavra é imoral, e não amoral, começa, é claro, defendendo exatamente essa tese... E de repente surge um outro olhar, surpreendentemente real...

Estamos acostumados a fazer a relação alma - aceitação e seguimento de regras; alma - moral... essa visão surge, é claro, da Igreja, da religiões que nos ensinam que a alma é algo externo ao corpo, e que iremos para um lugar melhor se formos bonzinhos... o que basicamente significa seguir as regras...

E de repente uma nova idéia... a moral é algo que deriva do corpo. A moral surge como forma de garantir a preservação da espécie. Foi uma adaptação ao tipo de sociedade que o homem foi criando para si... São regras que foram sendo criadas para fazer cumprir da melhor forma o mandamento dado a Adão e Eva - "crescei e reproduzi-vos"

Tá certo. Mas onde entra a imoralidade nessa história? Onde entra a transgressão?

No texto bíblico, entra no mandamento negativo de não comer do fruto proíbido.
Vamos pensar... O que uma criança faz quando você fala para ela "não sobe na cadeira"?  - Ela descobre que pode subir na cadeira. Descobre que pode transgredir...
E então está plantada no ser humano a semente da transgressão, da traição... a semente da imoralidade.

Ao comerem o fruto proibido, Adão e Eva trangridem, agem de forma imoral... e evoluem, mudam a ordem das coisas, passam a ser, de certa maneira, co-criadores. E essa necessidade de transformar não atende aos desejos do corpo, da matéria... mas da alma.

E então descobrimos que nossa imoralidade vem da alma... Que temos em nós um corpo que busca a tradição como forma de garantir sua sobrevivência, e uma alma que busca na transgressão/traição a possibilidade de evoluir... errando, sim, muitas vezes, mas se abrindo e se arriscando à possibilidade de acertar e então criar algo novo, algo melhor...  E agora?? Como equilibrar corpo e alma?

Como sabemos quando transgredir é certo ou errado?
Como sabemos quando obedecer significa desrespeitar, e quando desobedecer é o nosso mais forte ato de respeito?
Como agir quando seguir as regras é trair a você mesmo, à sua alma?
Existem fidelidades perversas e traições de grande lealdade??

Levanto a discussão, para quem quiser opinar...
Obviamente não tenho as respostas e gostaria muito da opinião de vocês

terça-feira, 26 de outubro de 2010

EU RECOMENDO: COMER, REZAR, AMAR



Antes que alguém comente: sim, o livro é melhor! Como normalmente ocorre com todos os filmes que derivam de livros muito bem escritos. De qualquer maneira, eu recomento ambos.

O filme mantém a principal característica do livro, que é fazer com que você pare um pouquinho para entrar em contato com você mesma... com os anseios e desejos do seu coração - sejam eles quais forem.

Gosto da idéia da palavra de cada um. É minha parte preferida do livro. Ainda não descobri a minha... Se você já sabe a sua ficaria muito feliz se você a compartilhasse comigo... Talvez a vida seja isso mesmo: uma busca pela nossa palavra... No filme, infelizmente, eles tiraram palavra usada no livro para o Vaticano, e que eu amei. Fé?? Não, PODER! Achei fantástico! (e não é nada pessoal com a igreja católica não, acho que se encaixa em quase todas as religiões).

Algumas lições a serem tiradas tanto do livro quanto do filme:
- Como Deus fala com vc?
- Quem é você? Vc sabe? Ou se define pelos seus relacionamentos, trabalho, papéis sociais? Quando tudo isso deixar de existir, você ainda vai saber quem é você, ou irá sobrar apenas o vazio?
- Quais são os desejos mais fortes do seu coração?da sua alma?? Você os tem ouvido? Os tem atendido??
- Qual a sua palavra, e, mais importante - você gosta dela??
- Quais as feridas que te impedem de alcançar a realização, a paz, a plenitude?
- E por último, cito a frase do guru no filme, generalizando-a um pouquinho, pois ele foca apenas no amor: "às vezes, perder o equilíbrio, faz parte de uma vida equilibrada".

Sim, domingo era dia de ver esse filme... o começo de um novo ano, de uma nova fase, merece algo que faça pensar, e era exatamente neste clima que estava desde sábado.

Domingo tive um excelente dia... Comecei o dia rezando (embora, devido ao tempo feio, não no Zulai, como tinha planejado), fui comer (no Outback, que eu adoro), e o amor ficou por conta da família e amigos que estiveram comigo desde sábado, comemorando mais este ano de vida... E um ótimo filme é perfeito pra fechar o fim de semana com a energia lá em cima.

Eu recomendo! O filme, o livro, os amigos, a comida, a espiritualidade, o amor, os questionamentos, a vida!!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Eu recomendo – Livro: Alice no País das Maravilhas

Quando eu trabalhava com educação infantil, com crianças de 2 a 3 anos de idade, costumava realizar uma atividade na qual inventávamos uma história todos juntos. Era assim: eu começava “era uma vez”, e aí eles completavam a frase com o personagem; e assim eu ia contando a história, parando em diversos momentos para que eles inserissem as situações e personagens na nossa história.


Ler Alice no País das Maravilhas é sentir-se em meio a uma atividade como esta...

Lewis Carrol, em um texto muito gostoso de ler e bastante dinâmico, nos conduz por um mundo onde o non sense prevalece. A questionadora e faladeira Alice aventura-se em meio a coelhos falantes, gatos que desaparecem e lagartas azuis que fumam narguile. No meio de tantos absurdos, frases lógicas e extremamente verdadeiras soam como verdadeiras loucuras. O País das Maravilhas de Carrol é surreal, quase tão surreal quanto a própria realidade (como bem poderia dizer Tim Burton, diretor do filme, pelo qual espero ansiosamente).

Um livro encantador, capaz de cativar adultos e crianças, e que vale muito a pena ser lido, se não por qualquer outro motivo, aos menos para nos fazer lembrar como deixar a imaginação divagar pode ser divertido.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu recomendo: Livro - Médico de Homens e de Almas

Houve um momento em minha vida em que me revoltei com Deus. Não tenho vergonha de falar isso. As coisas ao meu redor meio que desmoronaram, e a realidade parecia por demais injusta. Parecia que a mentira, o egoísmo e a falsidade traziam às pessoas muito mais benefícios do que a verdade, a sinceridade e a tentativa (mesmo que às vezes impossível) de ser justa e não fazer ninguém sofrer...E no meio disso, minha imagem fantasiada e tola de Deus era de alguém que brincava com o destino das pessoas...

Como nunca acreditei em Deus como alguém ou algo que importa-se individualmente com os pequenos problemas dos seres humanos, sabia que esta era apenas uma imagem boba, mas havia sim uma sensação de que algo estava errado...

Não me envergonho disso... minha revolta com  Deus, assim como todas as dificuldades foram fundamentais para que eu, posteriormente, encontrasse a minha fé.

Talvez por isso o livro "Medico de Homens e de Almas" tenha me tocado e me emocionado tanto. Porque fala, acima de tudo, dessa revolta contra Deus e da descoberta da fé, e de como, muitas vezes, os motivos para acreditarmos em Deus estão em nossa frente, mas insistimos em manter nossas mentes e olhos fechados e enxergar apenas aquilo que queremos ver.

A Fé, é algo a ser conquistado, e, muitas vezes, é uma conquista árdua, que dá trabalho e nos exige dedicação.

Desconheço profundamente a bíblia. Assim como não tenho informações históricas suficientes para saber o quanto da história contada por Taylor Caldwell é verdadeira. E não considero nada disso importante...

Conheço os sentimentos humanos e a postura que muitas vezes adotamos de nos revoltarmos quando não somos satisfeitos em nossos desejos, quando perdemos pessoas queridas, quando não compreendemos a  vida e nos recusamos a aceitar que ela é sábia, muito mais sábia do que nós, e que ganhamos muito mais em aprender com ela do que em desafiá-la.

E, por ser um livro extremamente humano, que é tão tocante, nos fazendo refletir e nos despertando aquilo que temos de melhor.

Por tudo isso, vale muito a pena!!

Médico de Homens e de Almas - A história de São Lucas
Taylor Caldwell
Editora Record

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

EU RECOMENDO (LIVRO): WICKED

MALIGNA - A VIDA E AS AVENTURAS DA MALÉFICA BRUXA DO OESTE, OU WICKED - THE LIFE AND THE TIMES OF THE WICKED WITCH OF THE WEST

Adoro o filme "O Mágico de Oz", mas confesso que, no geral, prefiro os vilões das histórias, porque eles sempre parecem mais reais, e, depois que a gente passa dos 6 anos, o mundo começa a deixar de ser dividido entre os bons e os maus... vamos percebendo que a linha que separa as duas coisas, muitas vezes, é muito fina...

O livro de Gregory Maguire parte de uma história infantil, e traz para perto de nós aquela que é provavelmente a bruxa mais conhecida do mundo.

No reino de Oz, em meio a um contexto conturbado, e com um problema que torna sua pele verde, nasce Elphaba. A partir daí, podemos acompanhar uma infância complicada, numa família desestruturada. Acompanhamos a ida da jovem para a faculdade, onde divide o quarto com Glinda (a bruxa boa, lembram??)

Então entramos num reino de Oz desconhecido, até mesmo por Dorothy... Preconceito e segregação racial, jogos de poder e manipulação, autoritarismo e ditadura, alienação e envolvimento político... Religião, política, amor, sexo e amizade; e a pergunta fundamental: "às pessoas nascem más, ou a maldade é um resultado de suas vidas?? O que é maldade, quem define o que é bom ou mal?? Como saber para quais caminhos nossas escolhas nos levam??"

Vale a pena ler... soltar a imaginação e viajar pelo mundo de Oz, tão diferente e tão parecido com o nosso. Conhecer personagens "reais", com qualidades e defeitos, e que nos conquistam e tocam nosso coração; percorrer os caminhos que fizeram Elphaba acreditar que (e nesse ponto pego emprestada a fala do musical da Broadway): NENHUMA BOA AÇÃO FICA IMPUNE, e optar poir não mais tentar fazer o bem.

Ah, sim, e a história virou um musical, na Broadway, em Londres, no Japão e, espero eu, um dia, no Brasil... deêm uma olhada... no trailler abaixo e no post do ano passado "Desafiando a Gravidade", com o vídeo da melhor música do musical...

www.wickedthemusical.com/

Tempestade

No som do ventilador O silêncio de um vazio preenchido apenas com o vento  O resquício de um sentimento que nunca deixou de estar lá  Seu co...