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domingo, 21 de julho de 2013

Medo e auto-sabotagem



"Usava meu pessimismo como escudo. Era uma débil tentativa de me proteger da dor das expectativas fracassadas: faria qualquer coisa para não ficar desapontado outra vez. Ao adotar este padrão, no entanto, a mesma barreira evitava a dor, mas também me afastava do prazer. Impedia-me de encontrar as soluções e me encerrava numa tumba de morte emocional, onde nunca se experimentava dor demais, nem prazer demais, e onde sempre se justificam as ações limitadas com o argumento de estar sendo apenas realista" (Anthony Robbins)


Quando li este trecho do livro "Desperte seu Gigante Interior" ele mexeu fortemente comigo, provavelmente por motivos pessoais - já que essa exata postura, em alguém próximo, me afetou fortemente, e, por mais que eu tenha tentado de inúmeras maneiras demovê-lo dessa maneira de agir, minhas tentativas não surtiram nenhum efeito - mas, também, por que eu fiquei pensando em quantas pessoas no mundo não vivem exatamente assim: acomodados em uma rotina de nem muita dor, nem muito prazer, apenas por medo de esperar mais, fazer algo a respeito, e fracassar.

Quantas pessoas escolhem não tentar, não buscar soluções para os problemas inevitáveis que surgem quando decidimos ir atrás de nossa felicidade,? Quantos ficam parados, presos numa vidinha mais ou menos que eles fingem estar boa , tentando, desesperadamente, convencerem-se de que é o suficiente?

Medo. Já dizia alguém muito sábio (pelas minhas pesquisas, Roosevelt) que não há nada a temer além do medo. Se, para algumas situações, o medo é um termômetro que nos alerta que estamos nos colocando em um risco demasiadamente alto, num número enorme de situações o medo nos paralisa, nos impedindo de alcançar justamente aquilo que tanto buscamos.

Temos medo de que tudo dê errado. Temos medo de não conseguir, temos medo de sofrer, temos medo de conseguir e perder, e, em alguns casos, temos medo de que tudo saia bem e alcancemos a felicidade.

 Aí, por medo, arrumamos desculpas para nós mesmos, afim de justificar o que, no fundo, é apenas a nossa covardia. Buscamos as mais variadas justificativas para fazermos absolutamente nada, e colocamos a culpa em questões financeiras, problemas familiares; dizemos a nós mesmos que não queremos magoar alguém, culpamos o tempo, a distância... Fingimos não saber que os obstáculos em nosso caminho teriam soluções, se realmente quiséssemos, se não tivéssemos tanto medo de sair de nossa zona de conforto.

Então ficamos lá mesmo, no mais ou menos, na morte emocional na qual nos fala Robbins. Sabemos que as coisas não estão bem, mas, se não estão exatamente ruins, por que querer melhorar? Quantas vezes o caminho para a depressão não começa exatamente no medo da mudança, nessa neutralidade segura?

"Nada a temer além do próprio medo"... Sim, eu tenho muito medo desse medo de viver plenamente, dessa morte em vida. Viver, para mim, é ter a coragem de mudar, de ir em busca daquilo que alimenta nossa alma.


E pra quem gostou do texto, sugiro a música do post abaixo...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O espelho é um amigo cruel



O auto-conhecimento (agora com hífen, ou sem hífen??) é um processo costante, e quem me conhece bem sabe que mergulhei de cabeça nesse processo, como tudo que faço, essa também é uma área da minha vida que vivo intensamente.

O espelho é, porém, um amigo cruel.
O espelho te reflete sem disfarces. Não há fotoshop, não há jogos de luzes, não há como esconder aquelas partes indesejadas de si mesmo. Se está lá, o espelho nos mostra, e sem meias palavras, sem cuidado ou delicadeza, somos expostos a imagem totalmente desnuda de nós mesmos.

Claro que isso vale para os espelhos físicos, também igualmente fiéis a realidade; mas como estou falando de auto-aprimoramento, e não de saúde, ginástica ou estética, deixemos estes de lado (por um momento apenas, pois voltarei à eles), e nos concentremos nos espelhos simbólicos.

Um espelho simbólico pode ser tudo aquilo que nos reflita nos mesmos. Uma pessoa com os nossos mesmos hábitos irritantes, uma situação onde nosso eu mais verdadeiro nos seja exposto, um amigo que nos mostra como somos, um livro no qual nos vemos, um momento em que saímos de nós mesmos e nos olhamos "de fora". Qualquer situação que nos tire dos mil pensamentos que ocupam nossa mente de maneira frenética e desesperada e que nos impedem de entrar em contato com nós mesmos, e nos coloque ali, cara a cara com o que somos.

Voltemos ao espelho físico. Pegue um agora, coloque na frente do seu rosto e olhe. Resista à tentação de focar na sua aparência física. Olhe dentro dos seus olhos, e sinta. O que você vê lá dentro? O que esse exercício te faz sentir? Mais uma vez, não pense, apenas sinta... Quais foram esses sentimentos? Foram bons ou ruins?? Se deixarmos, o espelho físico pode ser um bom espelho simbólico também. Um tão poderoso que a maioria das pessoas não se sente bem em fazer esse exercício.

E aí, entram dois pontos importantes: o primeiro, é que auto-conhecimento não vale nada se não for gerador de mudanças. Essa história de nasci assim, cresci assim, vou ser sempre assim funciona apenas na música, ou como uma defesa pra gente não encarar o que nos assusta em nós mesmos.

Não estou falando em mudar para agradar os outros. Estou falando em promover aquelas mudanças que são fundamentais para nos fazer pessoas mais felizes, mais completas. Aquelas mudanças que nos trazem paz por nos aproximarem daquilo que somos como potenciais.

O segundo ponto, é que não há mudança verdadeira sem aceitação. E talvez aí esteja a maior dificuldade que temos em mudar, porque aquele incomodo em frente ao espelho, é puro julgamento. É você apontando o dedo para você mesmo e dizendo: "veja como você é errado!"; "veja como você é mal", "veja como você merece todas as coisas ruins que acontecem na sua vida!". Esse incomodo em frente ao espelho é pura crítica, e, em geral, nos julgamos de uma maneira muito mais cruel do que julgamos aqueles à nossa volta, do que julgamos aqueles a quem amamos.

E então desviamos o olhar do espelho, arrumamos o cabelo e saimos para o dia a dia e para os pensamentos e atividades que tiram meu olhar dos meus defeitos... É mais fácil assim. Encarar a si mesmo é um processo aterrorizante se não há aceitação. E sem encarar a nós mesmos, nenhuma mudança é possível.

Sim, somos imperfeitos. Todos.

Todas as nossas características nos servem ou serviram em algum momento da nossa vida. Todas elas nos protegeram, de alguma forma, da dor que queríamos evitar. Não há bem ou mal, há apenas consequências, e, se conseguirmos passar pela fase do medo, segurar nosso olhar no espelho e encarar a jornada do auto-conhecimento, talvez um dia nos peguemos avaliando as consequências das nossas imperfeições no hoje, definindo o que não nos serve mais, agradecendo pela protação e ensinamentos que nossos defeitos nos trouxeram até o momento, e trabalhando para deixá-los ir.

Sim, é difícil. Sim, repetiremos as mesmas ações que queremos mudar algumas vezes, por puro hábito, mas, com aceitação incondicional de nós mesmos  persistir no caminho da mudança torna-se não uma pesada obrigação, mas um prazer.



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Novo dia, novo tempo

E o Voo da Fênix ganha cara nova...

Porque a vida é assim, e esse blog não tem esse nome à toa.

Tá no meu nome, tá na vida, tá no símbolo que escolhi pra mim... a fênix. Morte e renascimento... Renovação.

E o outono, minha época preferida do ano, é o momento ideal de deixar morrer aquilo que tem que morrer, desprender-se do que passou e abrir as portas para o novo.

Renovar, a vida, a alma e se for possível, também o guarda-roupa... (por que não?)

Abraçar as mudanças de peito aberto, mudar velhos hábitos, velhos padrões, velhos sentimentos... Desapegar...

A "gestação"pós R.A terminou...

Agora é hora de RENASCER!!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Torne-se um lago

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
 -'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.

 -Ruim' - disse o aprendiz.

 O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.  Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:

 -'Beba um pouco dessa água’.

 Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

 -'Qual é o gosto?'

 -'Bom!' - disse o rapaz.

 -'Você sente o gosto do sal?' - perguntou o Mestre.

 -'Não' - disse o jovem.

 O Mestre, então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

 -'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:

"É deixar de Ser o copo, para tornar-se o Lago".



(não sei de onde veio o texto, mas gratidão a coruja Thais Bozelli,  que o postou no Face)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Expectativas


Quando era mais nova, costumava esperar muito da vida. Tinha grandes expectativas com relação a trabalho, familia, casa...

Teria uma vida de sucesso profissional...
Encontraria o grande amor da minha vida...
Teria um casal de filhos lindos, inteligentes, engraçados...
Teria uma linda casa, em algum lugar afastado da bagunça de São Paulo...
E isso seria a felicidade eterna... como num comercial de margarina de longa duração...

Doce ilusão de controle, em uma tola juventude onde acreditava que sabia tudo...

Hoje, nem tão mais velha assim, ainda estou buscando descobrir o que é esse tal de sucesso profissional e como conciliar ganhar dinheiro e fazer o que se ama.
O príncipe encantado deixou de existir há muito tempo e foi substituido pela busca por alguém que provavelmente será cheio de manias irritantes, mas que será companheiro suficiente pra fazer valer a pena resolver problemas e desentendimentos.
Aprendi, mesmo ainda não tendo filhos, que seus filhos perfeitos, em certos dias, podem te deixar à beira de de um surto psicótico no estilo "Um dia de fúria"...
Descobri que ou escolhemos as facilidades dos grandes centros ou a tranquilidade das pequenas cidades...

Hoje não reclamo do sol, ou do frio, ou da chuva (às vezes da falta dela, mas no nome disso é rinite-rs). Aproveito o que a vida traz, e sou grata por isso.

Hoje tenho poucas expectativas às quais me apego... Mas, não! Espere um pouco antes de sentir pena da menina que perdeu seus sonhos pelo caminho... Hoje, vejo a vida de um modo novo... E isso é, no mínimo, libertador...

Para mim, a vida - essa que tenho hoje - é uma parte pequena de um longo caminho de evolução por muitas e muitas vidas; ou ela é uma longa caminhada rumo à inexistência, ao nada pós-morte...

Qualquer uma dessas duas visões sobre a vida me libertam do apego e da angústia com relação ao futuro; me libertam da ansiedade que acompanha qualquer tipo de expectativa sobre o que poderá ou não acontecer. Também me sinto liberta do passado... os erros e os acertos são, ou parte de um processo de evolução que me permitiu chegar até aqui; ou situações sem nenhuma importâcia diante do nada que virá.

Os  problemas e preocupações têm nenhuma, ou muito pouca importância diante da eternidade ou do nada.

Ainda tenho projetos, ainda sonho... Sonho em mudar o mundo, em colaborar para que o planeta Terra seja um lugar melhor pra se viver, e trabalho dia a dia para tornar esse sonho realidade. E quando este sonho se transforma em atitude, não é idealismo, é construção.

Tenho projetos para o meu futuro, acredito e trabalho nestes projetos no momento presente, mas, se algo acontecer no caminho que os impeçam de tornarem-se realizade, então a gente muda os projetos, muda os sonhos... nunca a alegria. Perdi a ilusão de que tenho tudo sob meu controle, que tenho que estar sempre certa, de que o fracasso existe.

Meu momento mais importante é agora, e vou viver este momento livre de sentimentos de não-realização; livre de preocupações com situações sobre a qual não tenho controle; livre de tristezas inúteis... Isso se chama FELICIDADE.

No final, o que vai contar, são as boas lembranças, os amigos e pessoas queridas. No final, não estarei me perguntando quanto dinheiro consegui, não estarei me cobrando estar casada ou solteira, não importará nem um pouco onde morei...

No final o que contará é a paz no coração, as vidas que a gente tocou, o caminho que a gente percorreu de bem com a vida, enchendo o mundo de alegria, compaixão, amor e paz. É isso que fará valer a pena!!

No último momento, sei que minha pergunta pra mim mesma será: "E aí Renata, você conseguiu tornar o mundo um lugar melhor? E, se não conseguiu, o quanto você tentou? "

E me diz: quem vocês conhecem que conseguiu mudar o mundo pra melhor levando uma vida cheia de frustrações, de apego a expectativas não realizadas, de mal humor e de tristeza? Sem conseguir aproveitar o hoje por estar preso ao passado ou ao futuro??

terça-feira, 3 de maio de 2011

Outono


Adoro outono...

E talvez fosse muito difícil eu não gostar. Meu nome significa a resnascida, o planeta regente do meu signo é plutão, regente do ciclo morte e renascimento, e escolhi para mim mesma o símbolo da fênix... Acho que seria pouco provável que eu tivesse uma outra época preferida do ano...

Acho apenas uma pena que não more num lugar onde a paisagem fique como na figura acima, em tons de dourado...

Hoje foi um típico dia de outono... Um dia de calor e frio... Um dia de completos...

Sim, porque é este o motivo de eu gostar tanto dessa época do ano, que nos mostra na prática que precisamos de calor e frio, luz e sombras...

A felicidade só é possível para aqueles que entendem e aceitam as tristezas. Silêncio e sons se completam, e não conseguimos realmente apreciar um sem a existência do outro. Só nos tornamos luz quando conhecemos e aceitamos nossas sombras; o novo só nasce quando deixamos o velho morrer...

Amo outono... E hoje voltei, do trabalho pra casa, com vontade de cantar, dançar, escrever... Dias de outono às vezes têm esse feito sobre mim, pois mostram que a vida é feita de ciclos, e que é isso que a faz tão perfeita.
  

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Felicidade



Eu podia estar chorando agora
Eu também podia estar dançando valsa, no meio da Paulista, vestida de palhaça...
O que quero dizer é que eu podia estar fazendo qualquer coisa... não importa, é o que eu ESCOLHO fazer que tem alguma importância.

Todo mundo, se procurar, encontrará algo que justifique reclamar da vida, algo que justifique chorar. A vida (felizmente) não é perfeita, e se fosse, ainda assim acharíamos algo do que nos queixarmos. Não fazemos por mal, é apenas natureza humana...

O ser humano é feito (e movido) de desejos.

Conquistar alguma coisa implica na imediata aquisição de um novo desejo.

Desejamos bens, pessoas, dinheiro, emprego, saúde...

E depois desejamos novos bens, desejamos mudar as pessoas, desejamos mais dinheiro, desejamos outro chefe, desejamos aproveitar o fato de termos saúde...

E então desejamos nos desfazer de bens, novas pessoas, gastar o dinheiro, ocupar o lugar do chefe, recuperar a saúde...

E vamos desejando mais e mais, e não há nada de errado nisso, se, junto com as coisas materiais, também desejarmos aprender mais, nos tornarmos pessoas melhores, ajudar os outros, melhorar o mundo...

O problema é ficarmos presos na visão dos desejos insatisfeitos... O problema é quando o que falta cega pro que já se tem... O problema é quando não conseguimos ver o quão divertido é desejar, o quanto o querer mais nos impulsiona, o quão abençoados somos por tudo o que temos.

Talvez a verdadeira felicidade seja, não ter tudo o que queremos, mas ter energia para correr atrás; e aprender a rir dos tropeços do caminho...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meu Transcendendo seus Limites - Superação e voo ao encontro da paz


Já fazem dois anos que fiz meu Transcendendo seus Limites. Por que escrever agora?? Resposta simples e direta: porque não tive vontade de escrever antes...


Pra quem não faz ideia do que estou falando – http://www.tadashi.com.br/



Pra quem já viu um voo, começo dizendo: Sim, as risadas são verdadeiras!! - Acreditava que as pessoas podiam sentir-se voando, podiam acessar momentos de coragem, amor, comunhão com Deus... Mas simplesmente não podia acreditar naquele monte de gente começando a gargalhar do nada... Tive que viver pra acreditar que era possível!

Não sabia o que buscava quando fui fazer o TL... Sabia que algo não estava bem; sabia que não estava feliz, não estava em paz. Sabia, principalmente, que o processo não seria fácil; e, apesar da mudança ocorrida após o LT, não acreditava que poderia ser tão transformador.

Vivi lá meu momento de coragem; vivi lá meu momento de amor incondicional; vivi lá meu momento de comunhão com Deus e já no fim, encontrei o que estava procurando – a alegria e felicidade que te fazem gargalhar sem nenhum motivo. Resgatei, lá em Itú (meu TL foi no Golf) uma leveza, uma felicidade, uma alegria que não lembro de haver sentido antes.

Junto com isso encontrei a fé. Não a fé cega que te faz acreditar sem parar para pensar, mas uma certeza completa e absoluta que está tudo certo; tudo é como tem que ser. E como é libertador saber disso – aceitar passado e presente, aprender o quem tem que ser aprendido, deixar o resto de lado e, sem culpas e sem ressentimentos, seguir em frente; transformar-se; transformar o mundo.

Não, não foi fácil.


Não, não foi uma mudança automática, ocorrida num passe de mágica. O espelho me mostrou coisas que não gostei de ver. Saí do hotel e fui para casa um pouco mais consciente da minha luz, mas, principalmente, com uma bagagem enorme de sombras descobertas. Sai do treinamento para enfrentar uma batalha diária com hábitos disfuncionais cultivados por anos e anos; uma batalha árdua, que, em alguns aspectos, dura até hoje; e na qual me vejo às vezes ganhando, outras perdendo.



Mas saí em paz. A paz de me saber forte, amada e amando a mim mesma, com habilidade de rir até mesmo das sombras (e ás vezes rir das sombras é a única maneira de fazê-las ir embora) e com a certeza absoluta de que Deus está comigo e em mim, e portanto, tudo está perfeito.

A paz que me ajuda a aceitar os momentos inevitáveis de tristeza, integrar o aprendizado e – o mais importante – desapegar dessa tristeza; e fazer o mesmo com os momentos de alegria – pois eles também vão passar.

A paz que me faz assumir responsabilidade por um mundo que é meu, e abraçar a mudança deste mundo como uma missão a ser cumprida. Como disse Jorge Vercilo - “paz no mundo inteiro, esta é a minha guerra”.

A paz que me trouxe a habilidade de gargalhar do nada; que me dá coragem para me melhorar a cada dia e me superar; a paz que me deu asas, me fez ver mais longe, me faz voar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

EU RECOMENDO: COMER, REZAR, AMAR



Antes que alguém comente: sim, o livro é melhor! Como normalmente ocorre com todos os filmes que derivam de livros muito bem escritos. De qualquer maneira, eu recomento ambos.

O filme mantém a principal característica do livro, que é fazer com que você pare um pouquinho para entrar em contato com você mesma... com os anseios e desejos do seu coração - sejam eles quais forem.

Gosto da idéia da palavra de cada um. É minha parte preferida do livro. Ainda não descobri a minha... Se você já sabe a sua ficaria muito feliz se você a compartilhasse comigo... Talvez a vida seja isso mesmo: uma busca pela nossa palavra... No filme, infelizmente, eles tiraram palavra usada no livro para o Vaticano, e que eu amei. Fé?? Não, PODER! Achei fantástico! (e não é nada pessoal com a igreja católica não, acho que se encaixa em quase todas as religiões).

Algumas lições a serem tiradas tanto do livro quanto do filme:
- Como Deus fala com vc?
- Quem é você? Vc sabe? Ou se define pelos seus relacionamentos, trabalho, papéis sociais? Quando tudo isso deixar de existir, você ainda vai saber quem é você, ou irá sobrar apenas o vazio?
- Quais são os desejos mais fortes do seu coração?da sua alma?? Você os tem ouvido? Os tem atendido??
- Qual a sua palavra, e, mais importante - você gosta dela??
- Quais as feridas que te impedem de alcançar a realização, a paz, a plenitude?
- E por último, cito a frase do guru no filme, generalizando-a um pouquinho, pois ele foca apenas no amor: "às vezes, perder o equilíbrio, faz parte de uma vida equilibrada".

Sim, domingo era dia de ver esse filme... o começo de um novo ano, de uma nova fase, merece algo que faça pensar, e era exatamente neste clima que estava desde sábado.

Domingo tive um excelente dia... Comecei o dia rezando (embora, devido ao tempo feio, não no Zulai, como tinha planejado), fui comer (no Outback, que eu adoro), e o amor ficou por conta da família e amigos que estiveram comigo desde sábado, comemorando mais este ano de vida... E um ótimo filme é perfeito pra fechar o fim de semana com a energia lá em cima.

Eu recomendo! O filme, o livro, os amigos, a comida, a espiritualidade, o amor, os questionamentos, a vida!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Devaneios de uma noite de inverno

O que é necessário para uma pessoa ser feliz??


Quantas vezes reclamamos de tudo ao nosso redor, de nossas vidas e de nossas conquistas, esquecendo o quanto temos à agradecer...



Crescemos num mundo de romances, de grandes emoções e grandes paixões... Buscamos freqüentemente essa grande paixão que preencherá um vazio ainda maior que carregamos dentro de nós mesmos, mas essa grande paixão existe realmente, ou é algo no qual somos levadas a acreditar? Uma utopia criada por cantigas de amor romântico na Idade Média e propagados pelos contos de fadas e, posteriormente pelos filmes de amor que nos dão uma falsas idéia de um “felizes para sempre” que na verdade nunca acontecerá...



Estamos todos fadados a passar nossas vidas buscando sonhos impossíveis?



É o amor um sonho impossível?



Ou, melhorando a pergunta, o que é o amor??



É necessário que o amor seja essa coisa avassaladora, que nos preenche, que nos faz sentirmos que somos completos, que nos eleva?? Isso é o amor??



Ou o amor é uma coisa mais tranqüila, algo mais calmo... Uma paz toma conta de nossos corações e nos faz melhores, e, se é isso, existe a necessidade de que este amor seja um amor romântico... Não seria então, tão reconfortante quanto o relacionamento homem/mulher, a amizade, o amor pela família, o amor pela humanidade? Não foram felizes os homens iluminados que dedicaram-se a amar a humanidade?



Porque somos levados a acreditar que só podemos ser felizes quando estamos acompanhados?Quando estamos em algum relacionamento??



E, mais importante de tudo, será que é esta crença que faz com que a tristeza nos invada às vezes, quando estamos sozinhos, mesmo tendo todos os motivos para estarmos felizes? Estamos deixando convenções pilotarem nossos aviões, determinarem nossos sentimentos?

Tempestade

No som do ventilador O silêncio de um vazio preenchido apenas com o vento  O resquício de um sentimento que nunca deixou de estar lá  Seu co...