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domingo, 21 de julho de 2013

Medo e auto-sabotagem



"Usava meu pessimismo como escudo. Era uma débil tentativa de me proteger da dor das expectativas fracassadas: faria qualquer coisa para não ficar desapontado outra vez. Ao adotar este padrão, no entanto, a mesma barreira evitava a dor, mas também me afastava do prazer. Impedia-me de encontrar as soluções e me encerrava numa tumba de morte emocional, onde nunca se experimentava dor demais, nem prazer demais, e onde sempre se justificam as ações limitadas com o argumento de estar sendo apenas realista" (Anthony Robbins)


Quando li este trecho do livro "Desperte seu Gigante Interior" ele mexeu fortemente comigo, provavelmente por motivos pessoais - já que essa exata postura, em alguém próximo, me afetou fortemente, e, por mais que eu tenha tentado de inúmeras maneiras demovê-lo dessa maneira de agir, minhas tentativas não surtiram nenhum efeito - mas, também, por que eu fiquei pensando em quantas pessoas no mundo não vivem exatamente assim: acomodados em uma rotina de nem muita dor, nem muito prazer, apenas por medo de esperar mais, fazer algo a respeito, e fracassar.

Quantas pessoas escolhem não tentar, não buscar soluções para os problemas inevitáveis que surgem quando decidimos ir atrás de nossa felicidade,? Quantos ficam parados, presos numa vidinha mais ou menos que eles fingem estar boa , tentando, desesperadamente, convencerem-se de que é o suficiente?

Medo. Já dizia alguém muito sábio (pelas minhas pesquisas, Roosevelt) que não há nada a temer além do medo. Se, para algumas situações, o medo é um termômetro que nos alerta que estamos nos colocando em um risco demasiadamente alto, num número enorme de situações o medo nos paralisa, nos impedindo de alcançar justamente aquilo que tanto buscamos.

Temos medo de que tudo dê errado. Temos medo de não conseguir, temos medo de sofrer, temos medo de conseguir e perder, e, em alguns casos, temos medo de que tudo saia bem e alcancemos a felicidade.

 Aí, por medo, arrumamos desculpas para nós mesmos, afim de justificar o que, no fundo, é apenas a nossa covardia. Buscamos as mais variadas justificativas para fazermos absolutamente nada, e colocamos a culpa em questões financeiras, problemas familiares; dizemos a nós mesmos que não queremos magoar alguém, culpamos o tempo, a distância... Fingimos não saber que os obstáculos em nosso caminho teriam soluções, se realmente quiséssemos, se não tivéssemos tanto medo de sair de nossa zona de conforto.

Então ficamos lá mesmo, no mais ou menos, na morte emocional na qual nos fala Robbins. Sabemos que as coisas não estão bem, mas, se não estão exatamente ruins, por que querer melhorar? Quantas vezes o caminho para a depressão não começa exatamente no medo da mudança, nessa neutralidade segura?

"Nada a temer além do próprio medo"... Sim, eu tenho muito medo desse medo de viver plenamente, dessa morte em vida. Viver, para mim, é ter a coragem de mudar, de ir em busca daquilo que alimenta nossa alma.


E pra quem gostou do texto, sugiro a música do post abaixo...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

São tantas emoções...

E a gente sabe que é forte, mas às vezes esquece o quanto...
Sabe que tudo passa, mas às vezes nos sentimos presos num momento que nãoquer ir embora...
A gente às vezes sabe que vai dar tudo errado, e ainda assim não resistimos à tentação...

Ser humano é assim mesmo... Complicamos as coisas por total inabilidade de simplificarmos... Porque, cada vez mais, acredito que as coisas são simples, nós é que as complicamos demais... Nós e nossas muitas emoções...

Já dizia o rei "o importante é que emoções eu vivi", mas, por mais que concorde com ele, acho que em alguns momentos a lição é aprender a não viver a emoção... Não entenda não viver por negar, não é disso que estou falando, estou falando da difícil habilidade (ao menos para mim) de colocar as emoções a distância para podermos analisar as coisas como são, e não com a lente de aumento das emoções...

Eu não sou minhas emoções. Minhas emoções não são a realidade... Elas são pura e simplesmente aquilo que elas são - emoções - e, por isso, apenas uma pequena parcela do todo... Mas essa pequena parcela, se não tomarmos cuidado, pode transbordar para o todo, e guiar nossas ações, nossos pensamentos e se tornar todo nosso eu...

Aprendendo a lidar melhor com isso, vamos aprendendo que não somos todos iguais... A importância que dou às coisas é diferente da dada pelas pessoas ao nosso redor, e, se entendermos essa simples verdade e conseguirmos controlar a mania que nossas emoções negativas têm de nos afirmar que nós estamos certos, e os outros estão errados, conseguimos respeitar mais as pessoas, não levar tudo pro pessoal, deixando que fatos e acontecimentos externos conduzam nossas instáveis emoções para cima e para baixo, e se, em momentos difíceis, não conseguimos ainda manter a alegria e a felicidade, encontramos ao menos uma tranquilidade que vem da aceitação das diferenças e da enorme força que conquistamos quando conseguimos conduzir nossas emoções ao invés de sermos conduzidos por elas.

E assim tenho encontrado minha maior força

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Confissões

E aí, na semana passada, eu me vi, em um desentendimento com alguém que amo, atacando por atacar... Não explicando ou falando sobre os tantos sentimentos e as fontes desses sentimentos (fiz isso tb), mas me peguei, em alguns momentos apenas atacando. Soltando algumas frases que tinham, como principal intuíto, machucar.

E aí foi a hora que parei e calei. Porque essa atitude falava pouco da relação, mas muito de mim. Porque estava atacando alguém por quem dizia não sentir nada além de amor? Que sensações e sentimentos tinha escondido até de mim mesma??

Sou uma pessoa bastante sensata, e com crenças muito fortes a respeito do direito das pessoas a sua individualidade, e também com uma certeza muito grande de que, na grande maioria das vezes, as pessoas agem de acordo com aquilo que sinceramente acreditam ser o melhor, ou da maneira que seu entendimento permite.

Se por um lado isso me faz respeitar o jeito de cada um (ou ao menos tentar exautivamente fazê-lo), por outro lado isso me afasta dos meus sentimentos, me faz negá-los e me sentir sem o direito de ficar com raiva, magoada ou chateada quando acredito que a pessoa não teve a intenção deliberada de me magoar.

Só que os sentimentos não deixam de existir quando não os aceitamos, e olhar para minha agressividade com esse amigo me fez ter que olhar para os meus sentimentos escondidos, para tudo aquilo que neguei a mim mesmo o direito de sentir.

Descobri que negar a raiva é dar força a ela. É permitir que ela se agarre ao seu coração, se esconda e solte seu veneno em doses homeopáticas, gerando na gente aquele prazer sádico que sentimos quando soltamos ironias e frases agressivas, que tentamos nos convencer que são inofensivas por serem ditas de maneira quase carinhosa, ou por acharmos para elas explicações racionais, negando a nós mesmos que agressões são sempre agressões. Então, me vi numa posição difícil: calar e correr o risco de seguir com as pequenas agressões pelas feridas mal curadas, magoando a pessoa; ou falar, e correr o risco de magoar a pessoa?

Optei pela segunda - mais honesta com a pessoa, que pode sim se magoar, mas que ao menos saberá de onde está vindo a agressividade e o motivo dela existir, podendo é claro, concordar ou não que são motivos válidos racionalmente (alguns eu mesma não concordaria), mas tendo que aceitar que sentimentos são sempre reais, sempre concretos para quem os sente. Além disso, essa também era a opção mais honesta comigo. Apenas identificando, localizando, entendendo e expressando meus sentimentos poderei lidar com eles de maneira saudável, deixá-los partir.

Então, se vc ficou sem entender - primeiro as frases agressivas, e então o silêncio, e depois a enxurrada de frases recebidas por email... tá aí sua explicação. Não sei que importância ela tem pra vc, mas com certeza é importante pra mim te explicar.

Fica também o pedido de desculpas pelas agressões gratuítas que vinham acontecendo quando tentavamos conversar, e pela dificuldade de perceber, entender ou aceitar alguns movimentos que você fez... Espero, sinceramente, que você também possa, em algum momento, entender tudo aquilo que tentei te falar despido das defesas e dos pré-conceitos que te fazem sempre olhar meu discurso através de um véu de irritação...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O espelho é um amigo cruel



O auto-conhecimento (agora com hífen, ou sem hífen??) é um processo costante, e quem me conhece bem sabe que mergulhei de cabeça nesse processo, como tudo que faço, essa também é uma área da minha vida que vivo intensamente.

O espelho é, porém, um amigo cruel.
O espelho te reflete sem disfarces. Não há fotoshop, não há jogos de luzes, não há como esconder aquelas partes indesejadas de si mesmo. Se está lá, o espelho nos mostra, e sem meias palavras, sem cuidado ou delicadeza, somos expostos a imagem totalmente desnuda de nós mesmos.

Claro que isso vale para os espelhos físicos, também igualmente fiéis a realidade; mas como estou falando de auto-aprimoramento, e não de saúde, ginástica ou estética, deixemos estes de lado (por um momento apenas, pois voltarei à eles), e nos concentremos nos espelhos simbólicos.

Um espelho simbólico pode ser tudo aquilo que nos reflita nos mesmos. Uma pessoa com os nossos mesmos hábitos irritantes, uma situação onde nosso eu mais verdadeiro nos seja exposto, um amigo que nos mostra como somos, um livro no qual nos vemos, um momento em que saímos de nós mesmos e nos olhamos "de fora". Qualquer situação que nos tire dos mil pensamentos que ocupam nossa mente de maneira frenética e desesperada e que nos impedem de entrar em contato com nós mesmos, e nos coloque ali, cara a cara com o que somos.

Voltemos ao espelho físico. Pegue um agora, coloque na frente do seu rosto e olhe. Resista à tentação de focar na sua aparência física. Olhe dentro dos seus olhos, e sinta. O que você vê lá dentro? O que esse exercício te faz sentir? Mais uma vez, não pense, apenas sinta... Quais foram esses sentimentos? Foram bons ou ruins?? Se deixarmos, o espelho físico pode ser um bom espelho simbólico também. Um tão poderoso que a maioria das pessoas não se sente bem em fazer esse exercício.

E aí, entram dois pontos importantes: o primeiro, é que auto-conhecimento não vale nada se não for gerador de mudanças. Essa história de nasci assim, cresci assim, vou ser sempre assim funciona apenas na música, ou como uma defesa pra gente não encarar o que nos assusta em nós mesmos.

Não estou falando em mudar para agradar os outros. Estou falando em promover aquelas mudanças que são fundamentais para nos fazer pessoas mais felizes, mais completas. Aquelas mudanças que nos trazem paz por nos aproximarem daquilo que somos como potenciais.

O segundo ponto, é que não há mudança verdadeira sem aceitação. E talvez aí esteja a maior dificuldade que temos em mudar, porque aquele incomodo em frente ao espelho, é puro julgamento. É você apontando o dedo para você mesmo e dizendo: "veja como você é errado!"; "veja como você é mal", "veja como você merece todas as coisas ruins que acontecem na sua vida!". Esse incomodo em frente ao espelho é pura crítica, e, em geral, nos julgamos de uma maneira muito mais cruel do que julgamos aqueles à nossa volta, do que julgamos aqueles a quem amamos.

E então desviamos o olhar do espelho, arrumamos o cabelo e saimos para o dia a dia e para os pensamentos e atividades que tiram meu olhar dos meus defeitos... É mais fácil assim. Encarar a si mesmo é um processo aterrorizante se não há aceitação. E sem encarar a nós mesmos, nenhuma mudança é possível.

Sim, somos imperfeitos. Todos.

Todas as nossas características nos servem ou serviram em algum momento da nossa vida. Todas elas nos protegeram, de alguma forma, da dor que queríamos evitar. Não há bem ou mal, há apenas consequências, e, se conseguirmos passar pela fase do medo, segurar nosso olhar no espelho e encarar a jornada do auto-conhecimento, talvez um dia nos peguemos avaliando as consequências das nossas imperfeições no hoje, definindo o que não nos serve mais, agradecendo pela protação e ensinamentos que nossos defeitos nos trouxeram até o momento, e trabalhando para deixá-los ir.

Sim, é difícil. Sim, repetiremos as mesmas ações que queremos mudar algumas vezes, por puro hábito, mas, com aceitação incondicional de nós mesmos  persistir no caminho da mudança torna-se não uma pesada obrigação, mas um prazer.



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Novo dia, novo tempo

E o Voo da Fênix ganha cara nova...

Porque a vida é assim, e esse blog não tem esse nome à toa.

Tá no meu nome, tá na vida, tá no símbolo que escolhi pra mim... a fênix. Morte e renascimento... Renovação.

E o outono, minha época preferida do ano, é o momento ideal de deixar morrer aquilo que tem que morrer, desprender-se do que passou e abrir as portas para o novo.

Renovar, a vida, a alma e se for possível, também o guarda-roupa... (por que não?)

Abraçar as mudanças de peito aberto, mudar velhos hábitos, velhos padrões, velhos sentimentos... Desapegar...

A "gestação"pós R.A terminou...

Agora é hora de RENASCER!!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Eu tive um sonho ruim, e acordei chorando..."



"Like a little girl cries in the face
Of a monster that lives in her dreams
Is there anyone out there?
Cause it's getting harder and harder to breathe" - Adam Levine e Jesse Carmichael



Meus monstros moram todos nos meus sonhos.
É à noite, quando minha razão dorme que meus medos e inseguranças saem do inconsciente para me atormentar... que situações sem sentido me levam à beira do desespero... que meus traumas voltam a se tornar reais.
 
E meus sonhos são bem reais...
 
E será que não havia algo a ser compreendido naquela mistura de imagens que tanto me angustiaram? Um medo manisfesto oniricamente, ou um aviso sobre aquilo que pode acontecer quando eu teimo em não ver o que é tão claro?
 
Você esteve, novamente, em meus sonhos essa noite...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Auto-retrato

Sou feita de opostos
Da alternância constante entre o quente e o frio, coberta com uma camada de auto-controle que faz tudo parecer em estável.
Mas tente não se enganar com isso 
As correntes por baixo do mar tranquilo têm uma força inimaginável ao observador desatento,
 mas o farão afogar-se.

O óbvio me entedia
O medíocre me aborrece.

Amo incondicionalmente,
Choro compulsivamente
Vivo intensamente

Meus sentimentos são todos fortes e não tenho medo de vivê-los
Alegria, tristeza, medo, raiva e todas as variantes têm morada garantida em meu peito

Adoro lembranças inesquecíveis, viradas imprevisíveis, amores impossíveis
Mas você não vai perceber isso à primeira vista
Nada em mim é gritado aos quatro ventos

Sou um livro aberto
Mas você tem que ter o trabalho de lê-lo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mensagem pra mim mesma (e pra quem mais precisar dela)

E se uma situação fizer com que você se sinta insignificante??

Não se engane... ninguém é capaz de fazer com que você se sinta insignificante... ninguém além de você mesmo...

Talvez haja um motivo real para que você se sinta assim, e aí cabe perguntar o que precisa ser mudado... Talvez as frases na sua cabeça tenham a ver com um passado distante, e com coisas nas quais você acreditou que não mais refletem a verdade, e não te servem mais... E apenas você poderá travar a difícil batalha para vencer as crenças limitantes e substituí-las por outras, mais saudáveis...

Afinal, você pode acreditar no que quiser... e se é pra escolher, melhor focar naquilo que te coloca pra cima, que te contrói, que te faz mais forte e feliz... Não é???

sexta-feira, 6 de maio de 2011

E SE EU FOSSE EU...O QUE FARIA?

Não, a pergunta não está errada...

Você já se sentiu como alguém tão diferente de você mesmo que você se fez a pergunta acima?? Ontem me senti assim...

Engraçado, a gente vai formando uma visão de nós mesmos desde de que nascemos, e de repente essa visão se torna uma verdade absoluta e incontestável... Eu SOU assim...

Mas o tempo passa... e de repente ontem me vi uma outra pessoa... totalmente diferente de mim.

Isso não é ruim... gosto da nova eu... mas até que ponto tenho tomado decisões e agido com as pessoas ao meu redor baseada em meus conceitos sobre uma "eu" que nem existe mais???

quarta-feira, 2 de março de 2011

AUTO ENGANO E MEGALOMANIA


Hoje falarei sobre a nossa mania de grandeza. Nossa necessidade extraordinária de nos sentirmos mais importantes do que realmente somos... E também ao nosso auto-engano.

O tema recorrente nestes últimos dias, na minha vida e também na vida de pessoas ao meu redor está, de alguma forma, relacionado a isto.

"Não quero fazê-la(o) sofrer, por isso fim assim"

Vamos analisar essa frase??

Vou começar com o auto-engano...
Quantas vezes você já ouviu as pessoas usando essa frase como desculpa para tomar (ou não tomar) atitudes sérias?? Ela é usada para justificar mentiras, falta de consideração, falta de respeito... tudo em nome de não magoar outra pessoa que inevitávelmente sai ainda mais magoada.

Será que, ao falar essa frase, as pessoas realmente acreditam nela, ou apenas preferem acreditar que acreditam??

Quando deixo de ser sincero, de fazer algo que eu sei ser a melhor e mais honesta forma de agir, estou protegendo a outra pessoa, ou me protegendo de lidar com as consequências de meus atos e - na falta de outra palavra mais leve - me protegendo da minha própria covardia criando para mim mesmo uma imagem de alguém bonzinho, preocupado com os outros?

Eu acredito na segunda opção. Responsabilidade é fazermos aquilo que é certo, mesmo que com isso corramos o risco de magoar alguém que amamos. E amar é respeitar o outro o suficiente para sermos verdadeiros, pois a outra pessoa mereçe isso...

Mas, considerando a possibilidade de que muita gente acredite realmente que mente/ esconde / desrespeita para o bem e proteção do outro, vou entrar no segundo tópico, a megalomania...

QUEM FOI QUE DISSE QUE EU SOU UMA PESSOA TÃO IMPORTANTE, TÃO SUPERIOR À OUTRA, QUE TENHO QUE PROTEGÊ-LA??

Essa postura mostra desrespeito pela capacidade do outro de lidar com as dificuldades e mágoas inerentes à vida. É colocar aquela pessoa na posição de coitadinho, incapaz... é subestimar e desvalorizar o outro. E se superestimar a ponto de achar que vc é tão, mais tão importante que causará algum dano irreversível e permanente em alguém...

Mas o fato é: ninguém é tão importante assim para ser responsável pela felicidade ou infelicidade de alguém.

Gente, já é tão difícil cuidarmos de nós mesmos e da nossa felicidade...

A melhor coisa que podemos fazer pelas pessoas que estão a nossa volta é sermos felizes, estarmos bem, e, assim, semearmos felicidade. No mais, temos que respeitar o direto (e dever) do outro de ir atrás de sua própria felicidade, enfrentar as dificuldades da vida, superá-las e ser feliz.

E respeitar o nosso direito (e dever) de fazer o mesmo com a gente mesmo.

Isso sim é responsabilidade, amor, respeito - a si mesmo e ao próximo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A PAZ E A ALMA IMORAL

Falei que o livro ia provavelmente aparecer várias vezes aqui pelo blog... Vamos voltar a este assunto... Pois realmente o livro é excelente... do tipo pra ler e reler e reler e reler...

Falamos de traições... aquelas que cometemos contra a sociedade, contra os outros, contra nós mesmos...

E se não tenho muitos problemas com as traições cometidas contra sociedade e suas regras, tenho muito problema com as traições que, com uma frequencia muito maior do que gostamos de admitir, cometemos contra nós mesmos...

E quanto aos outros?? Será que também não traimos aqueles a quem amamos quando, para não magoá-los, agimos contra o nosso coração, os nossos sentimentos e vontades reais?? E quando entram em cena sentimentos fortes e ambivalentes, como saber o que realmente é ser fiel a nossa alma??

Agora chegamos na PAZ... acredito que está aí o segredo de tudo... Quando somos verdadeiros com nós mesmos, podemos agir de maneiras que gerem tristeza, nos outros e em nós mesmos, mas estamos em paz... temos dentro de nós aquela tranquilidade e serenidade que nos diz que a gente fez o melhor, e por isso as coisas irão de ajeitar...

A paz é, na minha opinião, o termometro que mede a lealdade que temos com nossa alma. E talvez por isso, em meio às nossas confusões e contradições, seja tão difícil encontrarmos a paz. 

E aí deixo a pergunta: Como anda o seu nível de paz ultimamente??

domingo, 19 de dezembro de 2010

Razão e Emoção

Texto inspirado (e dedicado a) em uma conversa com alguém  que eu admiro muito... Bjos pra vc!!

Que o ser humano vive em uma eterna luta entre razão e emoção é inegável, e a aposta geral é que a emoção ganha.

Nossas emoções são, na maioria das vezes, fortes... esmagadoras...
A paixão queima
A tristeza sufoca
A raiva ferve
A alegria transborda
O medo paraliza...

E a razão, por mais que tente argumentar, na maioria das vezes não consegue superar essas emoções...

Ás vezes nossa razão vem acompanhada de uma carga emocional muito forte, por nossas crenças e valores, que podem acabar por equilibrar a equação... Cria-se então uma inatividade, um acordo, uma formação de compromisso entre razão e emoção, no sentindo de tentar agradar ambas as partes, criando uma inércia ao mesmo tempo angustiante e confortadora. Nem razão nem emoção estão totalmente satisfeitos, mas também não foram contrariadas totalmente...

Isso acontece quando nos damos desculpas, quando conseguimos argumentos para justificar agir de uma determinada forma, ou quando simplesmente não agimos nem guiados pela emoção, nem pela razão. Ficamos parados deixando a situação coimo está, deixando o tempo correr...

Em algum momento porém, algo irá desequilibrar a balança para um dos lados...

Nossas ações são então, no geral, guiadas pelo imediatismo... Se o prazer é algo mais tangível, seguimos nossas emoções e "quebramos as regras"... Se a possibilidade de algo de ruim acontecer for mais tangível, seguimos o medo, e não as "quebramos"

As regras... Regras de quem?
Vivemos seguindo regras criadas históricamente, muitas vezes com objetivos bastante complexos por trás. Independente de, individualmente, acreditarmos nelas ou não, estes certos e errados vão se tornando reais pelas consequências decorrentes de a grande maioria das pessoas acreditarem ou não nelas. Como vivemos em sociedade, não seguir estas regras passa a significar a possibilidade de causar sofrimento a pessoas que acreditam na importância dessas regras.

E aí criamos o impasse: como seres humanos, tendemos a buscar o prazer e evitar a dor. Existem momentos, porém (e em sociedade não são poucos) em que buscar o prazer pode significar causar dor em alguém que amamos (o que é algo que causa culpa (dor) - pelo menos nos seres humanos 'normais'); e então prazer e dor se misturam...

Tirando toda a parte moral da equação, a melhor (embora não única) maneira de solucionar o impasse é através da razão... Através da simples pergunta: "Quais podem ser as consequências das minhas atitudes (em qualquer direção), e estou preparado (a) para lidar com estas consequências?"

Neste ponto, acredito na máxima de Paulo de Tarso - "tudo posso, mas nem tudo me convém". Não por ser moralmente correto ou incorreto - já deixei claro que não acredito em certo e errado - mas porque ser responsável é estar preparado para lidar com as consequências, e, se minha emoção irá me levar a uma ação que poderá resultar em consequencias com as quais eu não saberei lidar, então o mais responsável é buscar uma outra solução, com consequências com as quais saberei lidar.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O importante é o caminho (ou A Escalada)

Vivemos em um mundo viciado em objetivos finais. Estamos frequentemente focados no futuro, no que será atingido.



Aprendemos a estudar não pelo prazer de conhecer coisas novas, mas para alcançar a nota esperada. Aprendemos a trabalhar, não pelo prazer de criar algo, mas para receber o salário no fim do mês, a promoção em alguns anos, o cargo X em algum momento. Aprendemos que os relacionamentos que dão certos são os que duram para sempre, e quando acabam, falamos “que pena que não deu certo”.



Buscamos cada vez mais pessoas com foco em resultados, foco na meta...



E tenho certeza que muitos de nós já ouvimos e até falamos que o importante é o caminho, mas quantos de nós consegue realmente colocar isso em prática e vivenciar o caminho?



O Budismo ensina o desapego e o vivenciar integralmente cada momento (e aqui admito que meu conhecimento sobre Budismo não é amplo, e deixo a liberdade que alguém me corrija se eu estiver errada). Não por algum dogma ligado à nossa natureza espiritual, mas pelo fato simples de que tudo é passageiro.


Tudo de bom ou de ruim que nos acontece vai passar. Todas as coisas que conquistamos e pessoas que fazem parte de nossa vida passarão também.


Qual o sentido, então, de ter um foco tão grande na meta que não se aproveita o caminho até ela? E quando alcançarmos o resultado tão esperado, e, eventualmente ele passar (ou a energia dedicada a alcançá-lo passar) – como ficaremos? Vazios, por não termos aproveitado cada passo do caminho, ou felizes por tudo que fomos aprendendo e vivenciando ao longo dessa trajetória?



Sim, acredito que é importante ter metas, ter objetivos. Tanto quando é importante aproveitar cada pequeno passo dado no caminho para alcançar nossos sonhos. São os pequenos passos, e não o resultado final, que farão tudo valer a pena.



O foco exclusivo na meta nos faz olhar para erros, fracassos.


O foco no caminho nos faz olhar para aprendizados, pequenas conquistas.


Para onde você gostaria de estar olhando? O que você acredita que lhe dará mais ânimo, lhe fará seguir em frente energizado?



Ouço pessoas descreverem que passaram muito tempo batalhando por um resultado, e quando alcançaram pensaram “É só isso?”


Sim, a verdade é que, independente do que você almeja, suas metas serão “só isso” se você não aproveitar cada passo do caminho.

E encerro com uma música da Miley Cyrus, ídolo adolescente, que, entre tantas músicas bobinhas dos ídolos adolescentes, traz uma mensagem bem bonita, nos lembrando que sempre haverão novos obstáculos, novas montanhas, novas batalhas às quais, às vezes perderemos, mas que devemos continuar caminhando, pois, no final, o que conta é a subida (Pra quem já ouviu a música, não gosta de ídolos adolescentes, mas desconhece a letra, deixe os preconceitos de lado...)




(este post foi inspirado na minha assistente Fernanda e na Jennyfer, analista de RH aqui da empresa, que estavam cantando esta música hoje de manhã e me deixaram com ela na cabeça... rsrs. Beijos meninas!)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meu Transcendendo seus Limites - Superação e voo ao encontro da paz


Já fazem dois anos que fiz meu Transcendendo seus Limites. Por que escrever agora?? Resposta simples e direta: porque não tive vontade de escrever antes...


Pra quem não faz ideia do que estou falando – http://www.tadashi.com.br/



Pra quem já viu um voo, começo dizendo: Sim, as risadas são verdadeiras!! - Acreditava que as pessoas podiam sentir-se voando, podiam acessar momentos de coragem, amor, comunhão com Deus... Mas simplesmente não podia acreditar naquele monte de gente começando a gargalhar do nada... Tive que viver pra acreditar que era possível!

Não sabia o que buscava quando fui fazer o TL... Sabia que algo não estava bem; sabia que não estava feliz, não estava em paz. Sabia, principalmente, que o processo não seria fácil; e, apesar da mudança ocorrida após o LT, não acreditava que poderia ser tão transformador.

Vivi lá meu momento de coragem; vivi lá meu momento de amor incondicional; vivi lá meu momento de comunhão com Deus e já no fim, encontrei o que estava procurando – a alegria e felicidade que te fazem gargalhar sem nenhum motivo. Resgatei, lá em Itú (meu TL foi no Golf) uma leveza, uma felicidade, uma alegria que não lembro de haver sentido antes.

Junto com isso encontrei a fé. Não a fé cega que te faz acreditar sem parar para pensar, mas uma certeza completa e absoluta que está tudo certo; tudo é como tem que ser. E como é libertador saber disso – aceitar passado e presente, aprender o quem tem que ser aprendido, deixar o resto de lado e, sem culpas e sem ressentimentos, seguir em frente; transformar-se; transformar o mundo.

Não, não foi fácil.


Não, não foi uma mudança automática, ocorrida num passe de mágica. O espelho me mostrou coisas que não gostei de ver. Saí do hotel e fui para casa um pouco mais consciente da minha luz, mas, principalmente, com uma bagagem enorme de sombras descobertas. Sai do treinamento para enfrentar uma batalha diária com hábitos disfuncionais cultivados por anos e anos; uma batalha árdua, que, em alguns aspectos, dura até hoje; e na qual me vejo às vezes ganhando, outras perdendo.



Mas saí em paz. A paz de me saber forte, amada e amando a mim mesma, com habilidade de rir até mesmo das sombras (e ás vezes rir das sombras é a única maneira de fazê-las ir embora) e com a certeza absoluta de que Deus está comigo e em mim, e portanto, tudo está perfeito.

A paz que me ajuda a aceitar os momentos inevitáveis de tristeza, integrar o aprendizado e – o mais importante – desapegar dessa tristeza; e fazer o mesmo com os momentos de alegria – pois eles também vão passar.

A paz que me faz assumir responsabilidade por um mundo que é meu, e abraçar a mudança deste mundo como uma missão a ser cumprida. Como disse Jorge Vercilo - “paz no mundo inteiro, esta é a minha guerra”.

A paz que me trouxe a habilidade de gargalhar do nada; que me dá coragem para me melhorar a cada dia e me superar; a paz que me deu asas, me fez ver mais longe, me faz voar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

EU RECOMENDO: COMER, REZAR, AMAR



Antes que alguém comente: sim, o livro é melhor! Como normalmente ocorre com todos os filmes que derivam de livros muito bem escritos. De qualquer maneira, eu recomento ambos.

O filme mantém a principal característica do livro, que é fazer com que você pare um pouquinho para entrar em contato com você mesma... com os anseios e desejos do seu coração - sejam eles quais forem.

Gosto da idéia da palavra de cada um. É minha parte preferida do livro. Ainda não descobri a minha... Se você já sabe a sua ficaria muito feliz se você a compartilhasse comigo... Talvez a vida seja isso mesmo: uma busca pela nossa palavra... No filme, infelizmente, eles tiraram palavra usada no livro para o Vaticano, e que eu amei. Fé?? Não, PODER! Achei fantástico! (e não é nada pessoal com a igreja católica não, acho que se encaixa em quase todas as religiões).

Algumas lições a serem tiradas tanto do livro quanto do filme:
- Como Deus fala com vc?
- Quem é você? Vc sabe? Ou se define pelos seus relacionamentos, trabalho, papéis sociais? Quando tudo isso deixar de existir, você ainda vai saber quem é você, ou irá sobrar apenas o vazio?
- Quais são os desejos mais fortes do seu coração?da sua alma?? Você os tem ouvido? Os tem atendido??
- Qual a sua palavra, e, mais importante - você gosta dela??
- Quais as feridas que te impedem de alcançar a realização, a paz, a plenitude?
- E por último, cito a frase do guru no filme, generalizando-a um pouquinho, pois ele foca apenas no amor: "às vezes, perder o equilíbrio, faz parte de uma vida equilibrada".

Sim, domingo era dia de ver esse filme... o começo de um novo ano, de uma nova fase, merece algo que faça pensar, e era exatamente neste clima que estava desde sábado.

Domingo tive um excelente dia... Comecei o dia rezando (embora, devido ao tempo feio, não no Zulai, como tinha planejado), fui comer (no Outback, que eu adoro), e o amor ficou por conta da família e amigos que estiveram comigo desde sábado, comemorando mais este ano de vida... E um ótimo filme é perfeito pra fechar o fim de semana com a energia lá em cima.

Eu recomendo! O filme, o livro, os amigos, a comida, a espiritualidade, o amor, os questionamentos, a vida!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

A LEI DO MAIOR ESFORÇO

Bom, desta vez estou aqui para começar um movimento pela lei do maior esforço.

Sim, você está lendo direto... é pela lei do MAIOR esforço mesmo!!

De onde tiramos a idéia de que fazer o básico está bom?? Quando aprendemos que não tem problema não darmos o melhor de nós mesmos?? E, principalmente, como vivemos dessa forma e achamos que está tudo bem??

Chega! Estou brigando pela lei do maior esforço!

Brigando para divulgar a idéia de que fazer menos do que o nosso melhor é trair à nós mesmos, é aceitar pouco, é auto-sabotagem.

Porque não dar sempre o seu melhor? Assim, logo de cara mesmo, na primeira vez... Não aceitar de você menos do que você sabe que você é capaz de fazer.

Megulhar de corpo e alma em tudo que você se envolve, e cobrar mais de você mesmo em tudo que você faz...

Pense bem, seu mundo não seria melhor se todo mundo desse sempre o melhor de si mesmo??

Que tal começar a mudança por você? Nem é tão difícil assim, é só você se cobrar a...

... ser o melhor profissional que você pode ser;
... ser o melhor pai/ a melhor mãe que você pode ser;
... o melhor esposo/ esposa;
... o melhor irmão/ irmã;
... o melhor cidadão;
... o melhor motorista...

... Enfim, é só recusar-se a se contentar com a mediocridade... Afinal, porque ser medíocre quando você pode ser fantástico??

O problema maior é que as pessoas querem grandes resultados com pouco esforço. Temos uma sociedade inteira querendo a grandeza mas agindo de forma pequena... Onde foi que se aprendeu que isso é possivel??

Vale lembrar: "Expectativas normais exigem resultados normais, expectativas extraordinárias exigem esforços extraordinários"

Ouse sonhar o extraordinário, e faça esforços extraordinários para tornar seus sonhos realidade!

Junte-se ao movimento pela lei do maior esforço!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Muito Além do Bem e do Mal



Não, não vou falar de Nietzsche, embora recomende a leitura. Hoje vou falar de julgamentos.

Uma vez, num seriado desses americanos, se não me engano, Dawson's Creek (não valei que era recente) ouvi uma frase que dizia: "Não existe certo e errado. Apenas suas escolhas e as consequências delas". Gostei muito dessa frase, achei-a muito verdadeira, pois sempre tive problemas com a noção de certo e errado.

Se você, que está lendo este texto, me conhece, provavelmente essa revelação foi surpreendente, e vc deve estar pensando "A Renata, toda politicamente correta, tem problemas com o certo e o errado?" Sim, leia atentamente a frase. Falei que tinha problemas com a noção de certo e errado, e não em escolher aquilo que acredito ser o certo PRA MIM"

Não acredito, porém, nessa idéia de certo e errado universal. Não porque não acredite que haja coisas que nenhuma pessoa deveria fazer, e não consiga entender direito o que leva as pessoas a agirem assim... Tenho um enorme respeito pelo ser humano. Acredito que nada do que propositalmente leve alguém ao sofrimento físico e emocional deveria ser feito.

Meu problema com o certo e errado tem origem em 3 pontos, sobre os quais vou falar a seguir:

1) A abertura que estes conceitos dão para julgamentos - apesar de ninguém ser perfeito, a enorme maioria das pessoas adora focar sua atenção nos outros; colocar a auréola de anjo e sentir-se no direito de julgar (e condenar) as pessoas à sua volta.

2) O modo como estes conceitos alimentam a culpa - a maioria de nós cresceu em meio à diversas cobranças com relação à maneira como devemos ser e agir; junta-se a isso a idéia de pecado e temos uma mistura capaz de alimentar a culpa das pessoas por anos à fio, e quando estamos focados demais na culpa, não abrimos espaço para nosso crescimento e desenvolvimento pessoal. Acredito sim que todos nós temos uma consciência, mas o resultado dessa consciência tem que ser a responsabilidade, e não a culpa. A responsabilidade nos impulsiona a aprender com nossos erros, consertar os estragos e crescer. A culpa nos paralisa na auto-punição, ou nos faz fugir dos resultados de nossas próprias atitudes.

3) E agora vou falar um pouco de espiritismo - se somos seres em evolução, que estamos aqui para aprender e evoluir, então não nos é possível errar, não há um caminho errado a seguir. Agimos sempre tentando acertar; acreditando que estamos agindo da melhor forma possível. Utilizamos dos conhecimentos que temos no momento da escolha pra optar pelo que nos parece mais correto, e como podemos dizer que erramos, se não sabíamos como agir de outra forma? Ou até sabiamos que havia outra alternativa, mas não acreditávamos na eficácia dela? Com as nossas escolhas "erradas" vamos aprendendo, crescendo, descobrindo maneiras de não agir... Todos os caminhos a nossa frente são o caminho certo, pois ele sempre nos trará aquilo que estamos precisando aprender.

Não existe a possibilidade de falarmos em um certo para todos, porque as pessoas vão aprender as coisas de maneiras diferentes, da maneira que for melhor para elas... Algumas crianças aprendem que fogo queima por ouvirem alguém dizer isso, outras aprendem ao verem alguém se queimar, e outras, mesmo que conheçam a teoria, vão precisar acender a vela e colocar o dedo nela para realmente aprender, e cada uma dessas escolhas vai trazer vivências e experiências diferentes para essas crianças. Não existe um jeito melhor ou pior de aprender - existe a maneira mais eficiente para cada uma dessas crianças.

Por isso, ao meu ver, não existe o errado, pois sem o erro valiosas lições seriam perdidas. Não existe o mal. E, como o certo só existe em oposição ao errado; e o bem em oposição ao mal, logo, estes também não existem.

"Não existe o certo e o errado. Apenas as suas escolhas, e as consequências delas" - e a vida irá te cobrar a responsabilidade de encarar essas consequências, sem culpa, de preferência.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A VIDA É UM VÔO SOLO




A cada dia me convenço mais de que apesar de sermos seres que necessitam viver coletivamente, temos que aprender que a vida é um vôo solo.

Crescemos ouvindo de nossos pais que não podemos ser egoístas, que temos que pensar nos outros; de nossas religiões ouvimos que temos que amar o próximo como a nós mesmos... o problema não está nos ensinamentos em si, mas na maneira como entendemos tudo errado.

No meio da nossa confusão, vamos aprendendo a esperar que os outros se preocupem com nossa felicidade, e às vezes chegamos até mesmo a acreditar que essa felicidade está nas mãos de outras pessoas. Vamos colocando nos outros, dessa maneira, a responsabilidade pelas nossas ações.

Vivemos numa confusão do tipo "como pensar em mim é egoísmo, então eu penso em você com a condição que você pense em mim" sem que na verdade ninguém pense em ninguém... enfim, uma confusão só.

Pois eu digo sem vergonha "viva o egoísmo", aquele egoísmo saudável, que faz com que você pense primeiro naquilo que é bom pra você, naquilo que te faz crescer e se desenvolver como pessoa, para só depois pensar nos outros.

O egoísmo que te faz dizer não aos outros quando o não é necessário, e que evita que você se viole para agradar as pessoas próximas, com medo de que elas deixem de te amar. Aliás, se você costuma dizer muitos sim pra não desagradar os outros, uma dica pra vc: se o amor acaba porque você se posicionou, se respeitou e discordou de alguém, então esse sentimento nunca foi amor.

Viva o egoísmo do "amar o próximo COMO A SI MESMO" porque quem não se ama não está em condições de amar ninguém, já que ninguém dá aquilo que não tem.

Suas experiências são só suas, fazem parte do caminho que você tem que percorrer para sua evolução, querer que as pessoas percorram este caminho por você, ou mesmo com você, isso sim é egoísmo; elas já tem as próprias pedras pra remover no caminho que será trilhado por elas.

Não estou defendendo o individualismo, a falta de caridade e preocupação com o outro, longe disso, ao ajudar as pessoas que estão ao meu redor a viver bem colaboro para tornar o meu mundo um lugar melhor, na mesma proporção em que quando trabalho para que eu viva bem estou colaborando com as pessoas ao meu redor, estamos sempe interligados.

Defendo apenas que temos que ser responsáveis por nós mesmos e pela busca de nossa própria evolução e felicidade, e que ajudamos mais os outros quando os fazemos perceber que a felicidade e a vida deles é responsabilidade deles do que quando passamos a mão em suas cabeças e resolvemos os seus problemas.

Defendo apenas que suas conquistas, mesmo quando deixam os outros felizes, são só suas, e que aquele gostinho especial é só seu. E o mesmo acontece com suas tristezas. Somos seres únicos vivendo experiências únicas, e no final só nós podemos fazer tudo fazer sentido, tudo se encaixar.

A vida é um vôo solo, que deve ser voado bem alto, onde podemos ver mais longe.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mensagem aos amigos


Para todos os meus amigos, estejam longe ou perto, quer me conheçam há anos e anos, quer tenham tomado conta do meu coração em 3 dias mágicos (to falando de vcs mesmo, bando de corujas!!); para aqueles com quem falou quase sempre, e praqueles com quem não falo há muito e muito tempo... Coloquem a música pra tocar, leiam e lá embaixo tem a tradução da música, que foi escolhida não apenas porque eu amo Friends, mas porque tb amo a letra nos lembra que mesmo os momentos mais difíceis ficam mais fáceis quando se tem amigos.

Ontem, mais de meia noite, meu quarto... Comportamento é repetitivo, e por mais que se queira, difícil de mudar, então eu estava deitada, sentindo pena de mim mesma e pensando em como estava sozinha e não tinha amigos e ninguém me amava, etc, etc, etc (ta, ta... idiota, mas como eu disse, comportamento é repetitivo...). Exatamente na hora que estava rezando e pedindo ajuda a Deus (nunca converso com intermediários... hahaha), o telefone toca. Coincidência ou não, pouco importa.

Não é necessário dizer quem era. Alguém que disse ter ligado apenas pra me dar oi, pra ouvir minha voz. Também não importa o que foi dito ou como a conversa melhorou meu humor. Importa que na madrugada de uma terça-feira, alguém pensou em mim e se importou o suficiente pra me ligar, mesmo sem ter nada importante a dizer. Como dizer que ninguém se importa comigo depois disso?

Ai parei pra pensar, ou melhor, pra lembrar. Lembrar de muitas pessoas. Um amigo me ligou sempre que uma mensagem mostrando que eu não estava bem chegava em seu celular; de algumas pessoas que me ouviram quando eu precisava falar e outras que falaram quando eu precisava ouvir, e ainda algumas que sempre souberam fazer ambos. Lembrei de amigos com quem tive longas conversas e de amigos com quem vivi momentos importantíssimos, em silêncio. Lembrei de um casal que me acolheu, quando eu, como uma doida, toquei a campainha da casa deles chorando, de alguém que passou mais de uma hora no telefone comigo falando bobagens, pra que eu me sentisse melhor. Lembrei de elaboração de PGE e de TCC. Lembrei de momentos de felicidade, alegria, tristeza, dor, raiva... de momentos em que ouvi e momentos em que falei. Momentos em que ajudei e momentos em que fui ajudada. E uma lista enorme de pessoas apareceu na minha cabeça.

Algumas estão ainda na minha vida. Algumas passaram. Porque a vida é assim mesmo... Mas senti, profundamente o grande amor, admiração e carinho que sinto por cada uma dessas o pessoas. A importância de cada uma delas na minha vida. E assim, um coração que se sentia meio vazio se encheu, e hoje o sinto quase a ponto de estourar de alegria, carinho, amor... enfim, de felicidade.

É verdade, comportamento é repetitivo. Mas agora sei que sempre que bater a vontade de sentir pena de mim mesma por estar só, sempre que aparecer esse vazio, posso buscar em minha memória a melhor arma contra a solidão: a lembrança de cada um de vocês que guardo no meu coração... e não há solidão que possa enfrentar essa arma.

Amizade é o amor descomplicado. É a maneira mais fácil de amar incondicionalmente. Por isso, escrevi hoje essa postagem pra dizer uma única coisa:

HONRO E AMO TODOS E CADA UM DE VOCÊS, A QUEM TENHO MUITO ORGULHO DE PODER CHAMAR DE AMIGOS.

E estejam por perto ou longe, espero que, neste momento, vocês possam sentir esse enorme amor que lhes dedico, que saibam que podem contar sempre comigo, mesmo em meio à agitação e correria do dia a dia.

Deixo vocês com uma frase, uma sugestão de leitura e a tradução da música lá de cima.

Frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” (A. Saint-Exupery)

Sugestão de leitura: Longe é um lugar que não existe (é só buscar no Google – “o Google é meu pastor e nada me faltará...rsrsrs)

E a tradução tá na postagem ai de baixo...



Vocês são minha maior força!!!


Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tempestade

No som do ventilador O silêncio de um vazio preenchido apenas com o vento  O resquício de um sentimento que nunca deixou de estar lá  Seu co...