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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Soneto da Separação


SONETO DE SEPARAÇÃO

Vinícius de Morais



De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

EM MEIO À MULTIDÃO

por Renata Gonçalves


É, parece que é tudo sempre igual
A luz sempre se apaga no final
E na escuridão
Mais alguém se vai

É, tudo sempre acaba assim
Mais alguém que não é pra mim
E a solidão
Comigo vai

Só mais uma estrela a se apagar no céu
Só outra poesia escrita num papel
Só o meu coração se quebra ao chão
Em meio à multidão

Tempestade

No som do ventilador O silêncio de um vazio preenchido apenas com o vento  O resquício de um sentimento que nunca deixou de estar lá  Seu co...