segunda-feira, 24 de agosto de 2009

15 Regras para uma boa convivência


1 - "Com licença", "Por favor" e "Obrigado" - Sério gente, qual é a grande dificuldade???

2 - O mesmo vale para "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite". E se acompanhados por um sorriso, fica ainda muito melhor.

3 - Sua liberdade acaba no momento em que vc atinge a liberdade do outro. Não é difícil de entender: seu direito de fumar em qualquer lugar acaba no momento que ele atinge o direito do outro de não querer fumar passivamente; o direito dos seus filhos correrem e gritarem num restaurante termina no momento em que eles incomodem o trabalho dos garçons e a refeição das outras pessoas; seu direito de furar fila acaba no momento em que prejudica alguém que está esperando para ser atendido... Todos nós gostamos de termos nossos direitos respeitados, então vamos respeitar os outros... é mais fácil do que parece...

4 - A lei de gerson não foi feita pra ser seguida. O mundo não é dos espertos. Um bom acordo é aquele em que todos os envolvidos são beneficiados. Querer tirar vantagem em tudo faz do mundo um lugar pior, e um dia o prejudicado vai ser você.

5 - O mundo não gira em torno de você!!! Às vezes você terá que esperar pra ser atendido. As pessoas não tem obrigação de esperar enquanto você conversa com o amigo do carro ao lado no meio da rua. Ninguém tem obrigação de saber o que você está querendo ou pensando. Você não poderá ter sempre tudo o que você quer. O mundo é assim, acostume-se com isso

6 - Existe sim, um jeito certo para falar com as pessoas. E não é gritando, usando de grosseria ou diminuindo a pessoa de qualquer modo. Você não é melhor do que ninquém!! E as pessoas ao redor não têm que pagar pelo seu mal humor. Problemas, todo mundo tem. Aprenda a lidar com eles e deixe os outros fora disso.

7 - Não parta corações propositalmente. Eles não são facilmente consertáveis!! Não importa se estamos falando de parceiros amorosos, familiares, amigos, colegas ou estranhos. Respeite os sentimentos das pessoas ao seu redor. Algumas feridas nem o tempo cura, e todas elas deixam marcas.

8 - Se alguém age de uma maneira que parece que está chateado com você, provavelmente está mesmo. Pode ser que você saiba por que, pode ser que não; mas se aquela pessoa é importante pra você, converse com ela e resolva a situação.

9 - Da mesma maneira que ás vezes magoamos as pessoa sem querer, às vezes seremos magoados sem que a pessoa tenha a intenção de fazer isso. Aprender a conversar sobre isso e resolver os problemas é melhor que guardar mágoa ou raiva.

10 - "Me desculpe" é pra ser usado. Pedir desculpas não é vergonha, mas sim um ato de coragem. Aprenda porém que tem que ser um ato com significado. Pedir desculpas quer dizer que você entendeu que magoou ou machucou alguém, e que se esforçará para não repetir o erro. Quer dizer que você sente muito por ter machucado alguém. Se você não sente muito e vai continuar a agir da mesma forma com essa pessoa, não peça desculpas, nem a faça acreditar que algo pode mudar.

10. 1 - Ainda sobre o pedido de desculpas, aprenda a lidar com o fato que ele não apaga a dor que você causou. As atitudes têm consequências, aprenda a lidar com elas. Se quebrou algo, além de pedir desculpas, conserte ou reponha. Se perdeu a confiança de alguém, não é o pedido de desculpas que vai trazer ela de volta - aja para recuperá-la... Ou seja, pedir desculpas não tira a responsabilidade de consertar o erro.

10.2 - Se decidiu desculpar alguém, desculpe mesmo. Nem tudo dá pra esquecer, mas desculpar significa deixar pra trás, superar. Jogar o erro na cara da pessoa pelo resto da vida, à cada desentendimento, não é desculpar. Isso não significa que tudo tem que voltar a ser como era; se algo se partiu na relação e não pode ser consertado, é melhor terminar a relação. Tornar a vida da pessoa um inferno e construir um relacionamento baseado no sentimento de culpa não vai ajudar nenhum dos dois.

11 - Se você está errado, está errado. Assuma a responsabilidade pelas suas ações. Se você foi multado por excesso de velocidade, não culpe o governo que colocou os radares - você está errado! Se seu candidato está roubando, não culpe "os políticos corruptos do país", você escolheu seu candidato (se não sabe em quem votou, pior ainda!). Se joga lixo nas ruas, não culpe o governo pela sujeira das cidades ou pelas enchentes - você também é reponsável por elas... Enfim, cada pequena atitude que você toma no seu dia a dia tem consequências, não culpe os outros pelas consequências dos seus atos.

12 - Honestidade não é apenas para as coisas grandes. Colar na escola é desonesto. Copiar trabalho dos outros também. Ter carteirinha de estudante falsa também é. Ganhar o mérito pelo trabalho desenvolvido pelos seus funcionários - desonesto! Passar o jantar que não é do trabalho no cartão coorporativo, usar o celular da empresa para fazer suas ligações particulares, o gato da luz, da TV a cabo... Tudo isso é desonestidade. Nada disso é menos grave do que os milhões desviados nos grandes atos de corrupção. Não existe "mais ou menos honesto"... desonestidade é desonestidade, não importa o tamanho.

13 - Não minta. Respeite o direito das pessoas de fazerem suas escolhas baseadas na verdade.

14 - Não espere que as pessoas sejam algo que não são. Aprenda a aceitar que as pessoas são diferentes, e tem o direito a terem sua opinião, seu modo de ser e agir. Você pode escolher se quer ou não essas pessoas em sua vida, mas não pode obriga-lás a mudar. Você não sabe, melhor do que elas, o que é melhor para elas. Cada pessoa vai trilhar seu próprio caminho, ter sua própria aprendizagem. Aprenda a lidar com essas diferenças. Aprenda a perceber quando vc está chateado com motivo, ou quando essa chateação vem apenas do fato de a pessoa ser como ela é, e não como você gostaria que ela fosse. Não espere que os outros mudem. As pessoas não mudam, a menos que elas queiram mudar, e mesmo assim não é um processo fácil. Ficar esperando que as pessoas ao seu redor mudem, só vai trazer sofrimento. (Além de ser uma grande prepotência de sua parte achar que as pessoas devem ser como vc quer que elas sejam)

15 - E essa meio que resume tudo: Não aja com os outros de uma forma que você não gostaria que agissem com vc.


E assim o mundo se tornará um lugar muito mais agradável de se viver!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009



Cérebro e coração andam separados. Razão e sentimentos são coisas distintas uma da outra, e, às vezes elas caminham juntas, às vezes caminham em direções opostas.

Era isso que ela descobria, que ela vivenciava naquele momento... A realidade batendo à porta, nua e crua e gritando "Olha pra mim, aguenta isso agora!!"

E ela olhava pra porta, e não sabia se convidada a realidade à entrar para uma conversa franca, ou se a mantinha mais uma vez trancada, junto com seus sentimentos, no fundo do coração. Afinal, o que fazer com esta realidade? Que caminho tomar quando razão e coração querem coisas diferentes?? À quem seguir???

A razão, fria e lógica argumentava. Falava do passado, das experiências vividas, dos planos e projetos para futuro, de tudo que foi construído depois que o coração, partido em mil pedaços, juntou seus caquinhos e seguiu em frente. A razão falava do futuro, fazia projeções baseadas em tudo que já se sabia. E lembrava frequentemente que as pessoas não mudam. E ela ouvia, se sabia que tudo o que ouvia era real demais, forte demais para ser ignorado.

Mas o coração... bem, o coração não falava, o coração sentia. Batia forte com as lembranças, derretia a cada sorriso, cada gesto tão conhecido. O coração desejava. De forma avassaladora e desesperada, desejava com a voracidade de... talvez a voracidade de uma parasita, incapaz de refrear-se mesmo diante da certeza da destruição de ambos.

"Destruição," lembrava a razão, "nada diferente disso pode vir de uma reaproximação"

Mas a erupção já tinha ocorrido, e era impossível controlar os sentimentos agora.Impossível ignorar e fingir que eles não existiam.

E sua tristeza vinha, não de ter que escolher entre razão e emoção, ambos estavam certos, não havia necessidade de escolher, mas a igualdade das forças de ambos a deixavam parada, estagnada, e frustrada, pois a existência dos sentimentos desagradavam a razão, e a existência da razão anulava a possibilidade de satisfazer os sentimentos.

E assim ela ficou, olhando a explosão de sentimentos destruir tudo que havia sido conquistado, e juntando forças para recomeçar e construir tudo outra vez.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

EU RECOMENDO (LIVRO): WICKED

MALIGNA - A VIDA E AS AVENTURAS DA MALÉFICA BRUXA DO OESTE, OU WICKED - THE LIFE AND THE TIMES OF THE WICKED WITCH OF THE WEST

Adoro o filme "O Mágico de Oz", mas confesso que, no geral, prefiro os vilões das histórias, porque eles sempre parecem mais reais, e, depois que a gente passa dos 6 anos, o mundo começa a deixar de ser dividido entre os bons e os maus... vamos percebendo que a linha que separa as duas coisas, muitas vezes, é muito fina...

O livro de Gregory Maguire parte de uma história infantil, e traz para perto de nós aquela que é provavelmente a bruxa mais conhecida do mundo.

No reino de Oz, em meio a um contexto conturbado, e com um problema que torna sua pele verde, nasce Elphaba. A partir daí, podemos acompanhar uma infância complicada, numa família desestruturada. Acompanhamos a ida da jovem para a faculdade, onde divide o quarto com Glinda (a bruxa boa, lembram??)

Então entramos num reino de Oz desconhecido, até mesmo por Dorothy... Preconceito e segregação racial, jogos de poder e manipulação, autoritarismo e ditadura, alienação e envolvimento político... Religião, política, amor, sexo e amizade; e a pergunta fundamental: "às pessoas nascem más, ou a maldade é um resultado de suas vidas?? O que é maldade, quem define o que é bom ou mal?? Como saber para quais caminhos nossas escolhas nos levam??"

Vale a pena ler... soltar a imaginação e viajar pelo mundo de Oz, tão diferente e tão parecido com o nosso. Conhecer personagens "reais", com qualidades e defeitos, e que nos conquistam e tocam nosso coração; percorrer os caminhos que fizeram Elphaba acreditar que (e nesse ponto pego emprestada a fala do musical da Broadway): NENHUMA BOA AÇÃO FICA IMPUNE, e optar poir não mais tentar fazer o bem.

Ah, sim, e a história virou um musical, na Broadway, em Londres, no Japão e, espero eu, um dia, no Brasil... deêm uma olhada... no trailler abaixo e no post do ano passado "Desafiando a Gravidade", com o vídeo da melhor música do musical...

www.wickedthemusical.com/

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pesadelos de uma noite de inverno

Madrugada... Com o grito na garganta, que como de costume, não sai, ela acorda. Respira fundo, puxa o edredon sobre a cabeça, deita de lado, com as pernas dobradas próximas ao peito, a posição fetal, por motivos sem lógica, ainda lhe dá a sensação de segurança...

O sonho: Caminhando na beira da praia tão conhecida na qual passou tantas férias de sua infância ela caminha com uma amiga, que, agora, ao acordar, ela nem sabe se era alguém conhecida... Anda mais e mais, a praia muda, mas ela também já esteve aqui - num sonho? Isso, agora ela lembra; já esteve nessa praia algumas vezes em sonhos. Começa então a subir uma trilha numa montanha... Lá em cima, um SPA, num estilo rústico-chique, paisagem perfeita, ambiente aconchegante. Fala com alguém do local. Anoitece... animais da mata ao redor chagam por todos os lados... tigres? Não, pumas talvez... (tinham que ser felinos... num outro sonho eram leões na Roma antiga. As pessoas correm buscando abrigo, mas a maioria dos ambientes é aberta... Ela corre também, tenta se proteger como dá... atrás de muros, dentro de salas... Tenta não ouvir os rugidos e gritos lá fora, e pede ajuda, aos céus talvez...Pessoas atiram algo... bombas ou algo assim... os animais vão embora.
Noite seguinte. Um salão de vidro no centro do SPA. Todos estão lá dentro, esperando o ataque, que à esta altura ela já descobriu que são frequentes. Os animais chegam e de repente já não são mais pumas, mas algo desconhecido... Mais forte, inteligente e mais assustador. Quebram o vidro facilmente. Novamente ela corre, busca abrigo em uma sala, mas as portas também não impedem a entrada do animal. Novas bombas, pessoas que chegam de algum lugar, mas não para salvar, pois também estão matando o grupo de pessoas que estavam no spa. Afastam os animais, mas agrupam algumas pessoas, as outras podem ficar de alimento aos animais... Ela, por alguns passos, não servirá de comida hoje... Mas para onde está sendo levada... O grupo todo caminha... sobem uma escada... Ela pisa no primiro degrau e...
acorda.

E aí... Freud, ou alguém, quer tentar explicar???

sábado, 27 de junho de 2009

E hoje em dia, como é que se diz "eu te amo"?

E já que é pra falar de amor... vamos começar com um mestre...
Leia com trilha sonora... O poema e a música são perfeitos juntos, mas não achei no youtube com eles cantando, então segue separado... :(








O mundo anda um lugar estranho... principalmente no que diz respeito à relacionamentos...
Bom, e no meio disso, não sei se a errada sou eu ou o mundo, mas com certeza nós não nos entendemos... Vira e mexe me vejo querendo perguntar a Deus se eu não vim parar aqui por engano... isso por vários motivos, mas os relacionamentos são uma parte importante disso.
Quase todo mundo que eu conheço tem medo de se envolver, medo de se machucar, medo de gostar de alguém, de dividir a vida com este alguém...
Quase todo mundo que eu conheço tem medo de amar...
Quase todo mundo que eu conheço tem medo de ouvir "eu te amo"
E mesmo assim quase todo mundo que conheço quer ser amado. Será que as pessoas não percebem o contra-senso (ou será que agora é contrasenso?? - Odeio a reforma ortográfica!!!rs)
Como alguém pode querer ser amado, mas não amar? Como alguém pode querer amor, mas não se envolver??
De que amor essas pessoas estão falando???
Como alguém pode querer relacionamentos sem problemas, sem dificuldades, sem trabalho?? Quando foi que o mundo se acostumou a se acomodar com aquilo que é mais fácil??
E no meio disso estou eu, intensa, apaixonada, acreditando que as coisas mais difíceis são aquelas que mais valem a pena; acreditando que se querer estar com alguém porque sabemos que não corremos risco de sofrer é a maior idiotice do mundo, afinal, quem quer estar com alguém que não vai deixar marcas se partir? Quem quer estar com alguém sabendo que quando acabar não ficará o vazio do espaço que aquela pessoa ocupou em nossas vidas??
Qual o sentido disso??
Vivo tudo intensamente, principalmente o amor. E mais de uma pessoa já se assustou com essa intensidade.
Não tenho medo de dizer "eu te amo", e odeio este mundo no qual temos que fingir não amar para sermos amados, fingir não ligar para que liguem pra gente.
Confesso que sou totalmente perdida no meio desses não-relacionamentos modernos onde "amigos" "saem juntos" por mais de um ano sem se envolverem... Preciso realmente que alguém me explique - como???
Amo intensamente. Isso significa acreditar que o amor é pra sempre, embora saiba que os relacionamentos não. O amor se adapta a cada tipo de relacionamento, é verdade, e com isso vai se modificando; mas ainda não descobri como tirar alguém do meu coração... nele, as pessoas só entram e mudam de "prateleiras", mas nunca saem.
Na verdade, tenho a sensação que vou dando de presente às pessoas pedacinhos do meu coração, e presentes a gente não pede de volta...
Fico perdida nesse mundo de não-relacionamentos, de pessoas descartáveis, de amor tratado como objeto de consumo que desejamos cada vez mais quando não podemos ter, e que uma vez que o temos, perdemos o interesse tão rapidamente como crianças mimadas diante de mais um presente, que só será interessante até que quebre a primeira imperfeição, ou até que a próxima novidade apareça...
Sei lá... talvez eu seja mesmo de 1912, como me diz um amigo...
Mas eu quero amar sim, e não importa quantas vezes eu caia...
Já sofri sim, e muito por amor, e provavelmente continuarei sofrendo; e também não tenho medo de sofrer por amor... aprendi grandes lições desses sofrimentos...
Aprendi por exemplo, que o único motivo pelo qual sofremos muito é porque fomos muito felizes, é porque encontramos e vivemos com pessoas que tocaram e mudaram as nossas vidas, que nos ensinaram lições valiosas, dividiram momentos preciosos e, com tudo isso, ganharam o direito de levar um pedaço de nossos corações quando partiram. E daí se sofremos?? Vale a pena deixar de viver tudo isso apenas para não sofrer?? Grandes ganhos não envolvem sempre grandes riscos??
Sim, a queda pode ser enorme, dolorosa, mas só porque o amor tem esse poder de nos tirar do chão, nos levar às alturas, e em casos especiais, com muito trabalho, as pessoas conseguem permanecer lá...
Mas mesmo que não consigamos isso, a dor da queda com certeza é compensada pela vista que temos quando estamos lá em cima...

(E por que Vinícius não era fraco não, fica mais um...)


Soneto Do Amor Total
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sobre Deus



Tenho pensado muito sobre Deus. Não que eu acredite que pensar sobre Deus vai me levar a entender Deus, muito pelo contrário, quanto mais penso mais confusa fico e percebo que frequentemente minha visão de Deus não coincide com minhas atitudes frente a Deus.

"Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas" (Livro dos Espíritos). Gosto dessa resposta, mas vamos combinar que ela diz muito mas explica pouco. Acredito numa causa primária de todas as coisas, acredito que a vida de todos corre em direção à um propósito maior e que estamos na Terra num ciclo de várias vidas em direção a uma evolução. Pra que? Vamos evoluindo em busca da perfeição com qual propósito? Já me perguntei isso vezes o suficiente pra desistir e achar uma resposta, pelo menos por enquanto... volto à esta pergunta daqui à algumas encarnações.

Até que ponto, porém, acredito que Deus, como causa primária de todas as coisas, interfere no que vivemos hoje? Acredito que as coisas já funcionam perfeitamente. Não consigo acreditar num Deus que interfere, que tem preocupações individuais, que ouve nossas preces e as atende. Falando de um modo bem direto, acredito num Deus que Deus tá pouco ligando pro que fazemos ou deixamos de fazer. Nossos acertos não o deixa feliz, assim como nossos erros não o decepcionam, até porque Deus tem que ser onisciente, e portanto já sabe que vamos errar. Deus não vai perdoar ou deixar de perdoar nada, porque na minha noção de Deus não existe a culpa.

Acredito num Deus que é a inteligência suprema, e é sim a causa primária de todas as coisas. Acredito num Deus de amor sim, aliás, a capacidade de sentirmos amor é por si só o meu maior motivo pra acreditar que existe um Deus. É o amor essa perfeição para a qual vamos evoluir, porque qualquer característica boa, qualquer virtude, pode ser explicada por este sentimento. Todas as nossas qualidades são manifestações do amor que sentimos pelos outros, pela vida e por nós mesmos.

Não acredito porém neste Deus paternalista, que protege e apoia seus filhos. Acredito num Deus imparcial, que criou um mundo com leis perfeitas, às quais estamos todos submetidos; ou uma única lei perfeita, a lei de causa e efeito, que funciona pra tudo que é material e imaterial, que abrange matéria e espírito. Dentro disso não há bem e mal, certo e errado, pois todas as atitudes nos trarão exatamente o resultado que precisamos para crescer, pra evoluir. Temos o livre arbítrio de escolher se vamos optar pelas atitudes que nos trarão ensinamentos da forma mais fácil ou mais difícil, temos a opção de aprender o que temos que aprender, ou ignorar as lições e, por consequencia, mantermos ações que nos trarão as mesmas respostas não desejadas. As leis estão ai, e se cumprem.

Isso não significa que não acredito que podemos ser ajudados em alguns momentos; só não acredito que essa ajuda vem de Deus, mas sim de uma legião de espíritos desencarnados que fazem parte de uma rede de relacionamentos interdependentes, e que por isso vão aprendendo, como nós vamos aprendendo enquanto seres encarnados, que se queremos mudar a qualidade da realidade em que vivemos, temos que nos ajudar mutuamente; que a minha vida e o meu mundo serem melhores, depende da vida e do mundo dos meus vizinhos serem melhores tb. Só caminhamos enquanto grupo, e portanto esses espíritos desencarnados nos ajudam, nós os ajudamos, e vamos todos fazendo a nossa parte para criar uma realidade melhor.

Acreditar nisso significa que alguns dos meus hábitos arraigados devem ser mudados:

Se não acredito que Deus tem preocupações com indivíduos, não adianta rezar e pedir nada à Deus, ou falar Deus vai ajudar, e até mesmo o pai nosso, que eu rezo toda noite perde uma boa parte do seu sentido; melhor falar com quem está mais próximo mesmo, com os mentores, anjos da guarda e toda a espiritualidade que está ao nosso redor, buscando fazer o melhor para que o mundo evolua.

Já tive dúvidas quanto à existência de Deus, mas essa visão que tenho hj de Deus me permite ter uma fé inabalável, não porque Deus vai ajudar, mas pq estou submetida à uma lei perfeita que faz com que minhas atitudes tenham a exata consequencia necessária pra eu aprender o que tenho que aprender, pq me faz saber que se eu errar, não preciso pedir perdão à ninguém, apenas tentar acertar da próxima vez, pois meu erro garantirá que terei futuramente outra chance de acertar. Sem punições ou recompensas a vida fica muito mais leve e fácil de ser vivida.

Aí vc me pergunta: Ok, mas então Deus fica o tempo todo fazendo o quê, nada?
Ah, sei lá, mas ele deve ter coisas muito mais interessantes pra fazer do que ficar cuidando das nossas vidas, não deve?

quinta-feira, 19 de março de 2009

Como carta que se assina em vão

Hoje deixo a música falar por mim pra alguém que nem mesmo vai ler essas palavras... sentimentos que não cabem num coração...




Aqui
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Antônio Villeroy

Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora

Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar

Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim

Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada

Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar

Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Em mim... Aqui

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A VIDA É UM VÔO SOLO




A cada dia me convenço mais de que apesar de sermos seres que necessitam viver coletivamente, temos que aprender que a vida é um vôo solo.

Crescemos ouvindo de nossos pais que não podemos ser egoístas, que temos que pensar nos outros; de nossas religiões ouvimos que temos que amar o próximo como a nós mesmos... o problema não está nos ensinamentos em si, mas na maneira como entendemos tudo errado.

No meio da nossa confusão, vamos aprendendo a esperar que os outros se preocupem com nossa felicidade, e às vezes chegamos até mesmo a acreditar que essa felicidade está nas mãos de outras pessoas. Vamos colocando nos outros, dessa maneira, a responsabilidade pelas nossas ações.

Vivemos numa confusão do tipo "como pensar em mim é egoísmo, então eu penso em você com a condição que você pense em mim" sem que na verdade ninguém pense em ninguém... enfim, uma confusão só.

Pois eu digo sem vergonha "viva o egoísmo", aquele egoísmo saudável, que faz com que você pense primeiro naquilo que é bom pra você, naquilo que te faz crescer e se desenvolver como pessoa, para só depois pensar nos outros.

O egoísmo que te faz dizer não aos outros quando o não é necessário, e que evita que você se viole para agradar as pessoas próximas, com medo de que elas deixem de te amar. Aliás, se você costuma dizer muitos sim pra não desagradar os outros, uma dica pra vc: se o amor acaba porque você se posicionou, se respeitou e discordou de alguém, então esse sentimento nunca foi amor.

Viva o egoísmo do "amar o próximo COMO A SI MESMO" porque quem não se ama não está em condições de amar ninguém, já que ninguém dá aquilo que não tem.

Suas experiências são só suas, fazem parte do caminho que você tem que percorrer para sua evolução, querer que as pessoas percorram este caminho por você, ou mesmo com você, isso sim é egoísmo; elas já tem as próprias pedras pra remover no caminho que será trilhado por elas.

Não estou defendendo o individualismo, a falta de caridade e preocupação com o outro, longe disso, ao ajudar as pessoas que estão ao meu redor a viver bem colaboro para tornar o meu mundo um lugar melhor, na mesma proporção em que quando trabalho para que eu viva bem estou colaborando com as pessoas ao meu redor, estamos sempe interligados.

Defendo apenas que temos que ser responsáveis por nós mesmos e pela busca de nossa própria evolução e felicidade, e que ajudamos mais os outros quando os fazemos perceber que a felicidade e a vida deles é responsabilidade deles do que quando passamos a mão em suas cabeças e resolvemos os seus problemas.

Defendo apenas que suas conquistas, mesmo quando deixam os outros felizes, são só suas, e que aquele gostinho especial é só seu. E o mesmo acontece com suas tristezas. Somos seres únicos vivendo experiências únicas, e no final só nós podemos fazer tudo fazer sentido, tudo se encaixar.

A vida é um vôo solo, que deve ser voado bem alto, onde podemos ver mais longe.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sentimentos de uma noite de verão

Na noite escura ela olha para a lua. Cheia. Em oposição à seu coração vazio.

Não sabe mais o que sente ou de onde vem a sensação de aperto que teima em manter-se constante em seu peito.

A cabeça, em compensação, está repleta de pensamentos confusos... Ela já não sabe mais quem é, ou o que é o amor...

A criança romântica que sonhava com principes encantados já não existe mais.

A paixão arrebatadora da adolescência já passou, deixando algumas mágoas, um coração partido e muita coisa mal resolvida.

O coração cicatrizou, e já até se partiu de novo... mas nunca foi o mesmo.

Ela está mais "pé no chão", mais objetiva... mais cínica até... Mas já não sabe com o que sonhar.

Algo mudou, mas ela não sabe mais se foi dentro ou fora dela.

Então ela só fica lá, parada, olhando a lua naquela agradável noite de verão. Uma lua que não desperta sonhos nem saudades, tristezas nem alegrias.

Uma lua cheia, bonita, mas que não traz a paz, e sim um sentimento diferente; algo que não dá pra colocar em palavras.

Só mais uma noite, mais uma lua, mais um sentimento confuso.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

POR UM ESPIRITISMO MENOS CRISTÃO

Bom, vou começar deixando bem claro que sou uma GRANDE fã de Jesus Cristo; de verdade. Admiro profundamente sua postura, seus ensinamentos e busco, dentro dos meus limites e de minha imperfeição, viver de acordo com tudo que ele pregou. Escrevo com a consciência bem tranqüila, por que tenho certeza que caso ele venha a saber de minhas colocações, terá certeza que não foi pessoal.

Venho de uma família que era espírita por parte de pai e católica por parte de mãe. Quando bem pequena ia ao centro espírita, fazia o evangelho no lar, mas aos poucos fomos perdendo esse costume, de forma que passei grande parte de minha vida sem nenhuma religião definida, e sem sentir necessidade de uma.

Recentemente li o livro Deus, um delírio , e recomendo à qualquer pessoa que se importe com a razão e com a ciência que o leia. Não deixei que acreditar em Deus, o autor não me convenceu que os meus motivos para saber de sua existência não são maiores do que os motivos dele para duvidar, mas foi uma leitura muito enriquecedora e que me fez valorizar cada vez mais a fé raciocinada; e desvalorizar cada vez mais as religiões.

Quando voltei a freqüentar o centro espírita, abracei uma doutrina, não uma religião. Foi minha razão, não minha fé que interessou-se pelo assunto, despertou minha curiosidade e me fez buscar aprender cada vez mais sobre o espiritismo. Na época, minha fé nem tinha certeza que Deus existia ou que Jesus havia realmente vivido. Foi minha razão que se encantou com a reencarnação, a relação espíritos e encarnados e todas as conseqüências disso, e como tudo era claro, lógico e tão verdadeiro.

Depois da fé raciocinada é que foi possível para mim, ter certeza da existência de Deus e perceber que pouco importa se Jesus existiu ou não, é a riqueza dos ensinamentos que importa. E agora eu chego ao meu ponto principal: a fé raciocinada, a verdade.

Infelizmente, cada vez mais vejo um espiritismo católico. A doutrina espírita foi transformada na religião espírita. Cheia de dogmas, preconceitos e prepotência. Novas idéias são rejeitadas por não terem sido escritas por Kardec; pessoas falam a frase “ele não é espírita porque seu grau de evolução ainda não permite que ele entenda a verdade e aceite”, como se existisse alguma verdade nisso e os espíritas fossem seres mais evoluídos; no centro que freqüento cada vez mais se fala muito de Jesus e de seus ensinamentos, mas muito pouco de reencarnação e espiritismo; e pessoas são criticadas e vistas como “rebeldes” por buscarem novas idéias, novos conhecimentos e tentarem focar em tudo que temos à aprender sobre a realidade espiritual, e não na idolatria da figura de Jesus Cristo.

O espiritismo não é a religião que todos seguirão conforme forem evoluindo porque a verdade é a verdade, e não uma religião. O espiritismo é apenas o que é. Uma religião feita por homens (encarnados ou não), que cometem erros e acertos, que vêem uma parte limitada da verdade, pois estão ainda em um planeta de provas e expiações e ainda têm muito a evoluir e a aprender. Dogmas, vaidades e preconceitos vão apenas retardar essa evolução.

No meio disso tudo, Jesus Cristo tem sua importância, mas não é essencial. O espiritismo existe sem Jesus; e, repetir o que nos diz a bíblia muito frequentemente não muda comportamentos e não resulta em reforma interior; saber sobre reencarnação e conseqüências dos próprios atos sim, pois gera a responsabilidade nas pessoas.

Defendo um espiritismo doutrinário, e não religioso. Um espiritismo científico, aberto a questionamentos e novas descobertas. Um espiritismo baseado na fé raciocinada e sem dogmas.

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” - João 8 - 32 / "Fé inabalável só é a que pode encarar de frente a razão em todas as épocas da humanidade” •. Allan Kardec

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E EXCELENTE 2009!!!



Bom, tinha planejado discutir Deus e o Espiritismo antes do ano acabar... mas melhor deixar pra 2009...



Vou , na minha última postagem do ano, deixar apenas meu desejo de um Feliz Natal e que em 2009 cuidemos e valorizemos um pouco mais o planeta, as pessoas ao nosso redor, a vida!



Que o início de um novo ano renove nossas esperanças e nossas energias para criar um mundo melhor!!

UM NOVO TEMPO - IVAN LINS

Tempestade

No som do ventilador O silêncio de um vazio preenchido apenas com o vento  O resquício de um sentimento que nunca deixou de estar lá  Seu co...