Não gosto de perder amigos... Sou totalmente dependente das pessoas que amo. Sentir que estou perdendo, ou que corro o risco de perder alguém a quem chamo de amigo é lidar com uma sensação de aniquilamento, como se eu mesma me perdesse no nada, sem aquela amizade. Já briguei com amigos por medo de perdê-los... vai entender...
O problema é que, não necessáriamente as pessoas dão a nós o mesmo grau de importância que damos a elas; e é aí que o bicho pega... Porque por mais que a gente entenda que as coisas são assim mesmo, não dá pra fingir que descobrir essa diferença de importância não decepciona, não magoa... E aí a gente faz o que com essa mágoa?? Como mantém a amizade??
Eu acredito que as crianças são nosso futuro
Ensine-as bem e deixe que mostrem o caminho
Mostre a elas toda a beleza que existe dentro delas
Dêem um senso de orgulho
Pra tornar isso mais fácil
Deixe que a risada das crianças
Nos lembre de como costumávamos a ser
Todo mundo está a procura de um herói
As pessoas precisam de alguém em quem se inspirar
Eu nunca achei ninguém que preenchesse minhas necessidades
Um local solitário para se estar
E então eu aprendi a depender de mim
Eu decidi a muito tempo atrás
Nunca andar à sombra de ninguém
Se eu fracassar
Se eu tiver sucesso
Pelo menos viverei de acordo com o que acredito
Não importa o que tirem de mim
Não poderão tirar minha dignidade
Porque o maior amor de todos
Está acontecendo comigo
Encontrei o maior amor de todos dentro de mim
O maior amor de todos
É fácil de se alcançar
Aprender a amar a si mesmo
É o maior amor de todos
Eu acredito que as crianças são nosso futuro
Ensine-as bem e deixe que mostrem o caminho
Mostre a elas toda a beleza que existe dentro delas
Dêem um senso de orgulho
Pra tornar isso mais fácil
Deixe que a risada das crianças
Nos lembre de como costumávamos a ser
Eu decidi a muito tempo atrás
Nunca andar à sombra de ninguém
Se eu fracassar
Se eu tiver sucesso
Pelo menos viverei de acordo com o que acredito
Não importa o que tirem de mim
Não poderão tirar minha dignidade
Porque o maior amor de todos
Está acontecendo comigo
Encontrei o maior amor de todos dentro de mim
O maior amor de todos
É fácil de se alcançar
Aprender a amar a si mesmo
É o maior amor de todos
E se por acaso aquele lugar especial
Com o qual você vem sonhando
Lhe levar a solidão
Encontre sua força no amor
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.
-Ruim' - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-'Beba um pouco dessa água’.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
-'Qual é o gosto?'
-'Bom!' - disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?' - perguntou o Mestre.
-'Não' - disse o jovem.
O Mestre, então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
"É deixar de Ser o copo, para tornar-se o Lago".
(não sei de onde veio o texto, mas gratidão a coruja Thais Bozelli, que o postou no Face)
"E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro." - Martha Medeiros
"…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo." - Martha Medeiros
Nossas experiências passadas guiam a maneira como iremos vivenciar nossas experiências presentes. Às vezes funciona, e é um mecanismo importante para o aprendizado. Às vezes este é um comportamento desadaptativo e burro... Mas como saber?
Sentimos medo porque, ao comparar uma situação com suas similares do passado, algo de nossas experiências nos diz que estamos em risco. Às vezes estamos. Às vezes não... Mas como saber?
Sim, essa situação está cada vez mais parecida com o passado... e as coisas não terminaram nada bem para mim naquela época...
Sim, é amor. Não passarei nenhum segundo tentando negar o óbvio... Amizade, carinho, cuidado, vontade de estar junto, querer bem, segurança + pensamento constante em você, saudades, desejo, coração que dispara quando o telefone toca e é você = AMOR
O sentimento é lindo, e ficaria muito feliz de apenas vivê-lo, se a parte paixão de tudo isso não viesse acompanhada de insegurança, ciúmes e, principalmente, medo. Muito medo.
Sim, estou com medo... Você pode me dizer que não há necessidade de sentí-lo?
Razão e coração me mandam seguir caminhos opostos...
E como disse Wood Allen: "É muito difícil fazer sua cabeça e seu coração trabalharem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos."
Não há promessas e resoluções este ano... Há agradecimentos.
Pela a paz que invadiu meu coração e que conseguiu ser a sensação dominante mesmo em meio a tantos acontecimentos que poderiam ter me tirado o sono muitas vezes, obrigada.
Pelas poucas noites sem dormir, em meio à angústias e vaidades, obrigada. Somente por estes momentos existirem que consigo valorizar essa leveza que me domina. Somente por estes momentos posso perceber o caminho que ainda há para ser percorrido na aceitação de que tudo é perfeito.
Pela força que tantas vezes me fez dizer "não", colocar limites, decidir por aquilo que era melhor pra mim, sem culpas e sem medos, obrigada.
Pela flexibilidade que me fez saber quando dizer sim, mesmo querendo dizer não, obrigada.
Pelas alegrias e tristezas que me ensinam que a vida são ciclos, que tudo passa e portanto é fundamental viver cada momento intensamente, obrigada.
Pela oportunidade de ter tido meu avô por mais de 30 anos, muito, muito obrigada.
Pelos aprendizados, independente dos meios pelos quais eles chegaram à mim, obrigada
À todos os seres de luz que me acompanharam ao longo desse ano, e àos das sombras também, o meu obrigada.
À família maravilhosa que me recebeu, de braços abertos, nesta jornada na Terra, vocês são, de longe, o maior presente que poderia receber na vida. Muito obrigada.
À todos os meus amigos, antigos e novos, de longe e de perto, mas que estiveram torcendo por mim, me estendendo as mãos e me apoiando em cada passo do caminho, de coração, obrigada.
Por poder medir esse ano em grandes momentos de amor, MUITO, MUITO OBRIGADA!
E a vocês, desejo apenas que possam sentir essa paz, essa completude que estou sentindo hoje. Um mais que feliz 2012 pra todos vocês!!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
"'Cause I always trip and fall in the same old rock, and repeat and go back"
Eu costumava a achar que nós mulheres éramos confusas e mal resolvidas... Tá certo. Muitas vezes somos... em especial confusas... Mas quando foi que as coisas ficaram tão complicadas?
Quando foi que uma pergunta passou a precisar de tanto tempo para ser respondida?? O que aconteceu com o "sim" ou "não"?? "Não sei" também resolve... Por que a necessidade de elaborar, desenvolver e complicar aquilo que é tão simples?
Como foi que ficou tudo tão pesado??
Não quero tratados, porques ou explicações... Não preciso disso... Eles não fazem nenhuma diferença prática...
Não quero complicar sentimentos simples, nem estou em busca de definições ou promessas... Não estou nem aí pra nada do que aconteceu no passado, nem estou preocupada com futuro... Passado e futuro não me servem pra nada...
Estou tentando decidir uma questão simples: qual é a melhor maneira de eu agir agora? Pra definir isso, busquei uma informação importante, cuja a resposta eu não tinha claramente...
Não quero transformar nada em problema, não quero complicar nada, não quero a paranóia do "o que isso significa?"
Não significa nada...
Me cansa a defensiva, quando não há nenhum ataque...
Quero as coisas leves e simples...
Quero DEScomplicar...
A vida é curta... Não tenho tempo pra não ser feliz...
E pra ser sincera, desaprendi como fazê-lo...
"Houve uma época em que eu
pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse —
eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma
defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme
insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos
a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças.
Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama
e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer
perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir
essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não
merece punição alguma.
Por aí já se vê como esse negócio de amor é
complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um
sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação.
Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa
é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento,
também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto
núcleo de fogo.
O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura.
Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o
casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na
sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se
sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma
COisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir
direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado,
o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos
maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou
à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda
tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o
envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é
construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem
a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal.
Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa
irrenunciável esperança.
Conheci uma mulher que costumava dizer: não há
amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao
bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns
olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas
árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta
aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos
bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas
respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa
inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece.
Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventUra sonhada, o
amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar
adultério - o assim chamado -, que é quase sempre decepcionante, condenado,
amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da
vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao
status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com
fritas.
Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens
em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma
semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de
proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os
amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor
é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar
condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela
de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa
desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe
como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não
querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade,
como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as
mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio
se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.
A barra é pesada.
Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol,
no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso
inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de
sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do
prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote
ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o
verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tUdo
acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada,
deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser
verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora,
sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo
normalmente.
Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o
guardaroupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tUdo
impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada
objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere
não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve.
Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do
dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do
jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus,
carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E
de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um
perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo
contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituarse? Mais dia menos
dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando
outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas
manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra
qualquer.
E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como
pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na
cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E
reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas...
Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que
quase morro!...
Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do
espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não."
Existe algo que não sei explicar...
E esse algo me faz achar que pode dar tão certo... mas de repente não é nada além do meu querer... Um querer enorme, que contém nele todo um universo...
Um querer com a intensidade de tudo que toco, e que vira, não pedra, mas fogo...
E talvez, em outros tempos, esse querer fosse o suficiente para eu apostar todas as minhas fichas na remota possibilidade de um dia você me olhar de verdade... ver a mulher que surgiu quando lagarta entrou no casúlo decidida a virar borboleta; e, como na música da Adele, que tanto amo, te desafiasse a me permitir ser a pessoa pra você...
Mas não... não te desafio à nada.
Veja o que quiser, se quiser, e se não quiser não veja...
Há o céu, as flores e um mundo enorme pra que uma borboleta fique parada esperando ser notada...
"Like a little girl cries in the face Of a monster that lives in her dreams Is there anyone out there? Cause it's getting harder and harder to breathe" - Adam Levine e Jesse Carmichael
Meus monstros moram todos nos meus sonhos.
É à noite, quando minha razão dorme que meus medos e inseguranças saem do inconsciente para me atormentar... que situações sem sentido me levam à beira do desespero... que meus traumas voltam a se tornar reais.
E meus sonhos são bem reais...
E será que não havia algo a ser compreendido naquela mistura de imagens que tanto me angustiaram? Um medo manisfesto oniricamente, ou um aviso sobre aquilo que pode acontecer quando eu teimo em não ver o que é tão claro?
Você esteve, novamente, em meus sonhos essa noite...