terça-feira, 14 de julho de 2009

Pesadelos de uma noite de inverno

Madrugada... Com o grito na garganta, que como de costume, não sai, ela acorda. Respira fundo, puxa o edredon sobre a cabeça, deita de lado, com as pernas dobradas próximas ao peito, a posição fetal, por motivos sem lógica, ainda lhe dá a sensação de segurança...

O sonho: Caminhando na beira da praia tão conhecida na qual passou tantas férias de sua infância ela caminha com uma amiga, que, agora, ao acordar, ela nem sabe se era alguém conhecida... Anda mais e mais, a praia muda, mas ela também já esteve aqui - num sonho? Isso, agora ela lembra; já esteve nessa praia algumas vezes em sonhos. Começa então a subir uma trilha numa montanha... Lá em cima, um SPA, num estilo rústico-chique, paisagem perfeita, ambiente aconchegante. Fala com alguém do local. Anoitece... animais da mata ao redor chagam por todos os lados... tigres? Não, pumas talvez... (tinham que ser felinos... num outro sonho eram leões na Roma antiga. As pessoas correm buscando abrigo, mas a maioria dos ambientes é aberta... Ela corre também, tenta se proteger como dá... atrás de muros, dentro de salas... Tenta não ouvir os rugidos e gritos lá fora, e pede ajuda, aos céus talvez...Pessoas atiram algo... bombas ou algo assim... os animais vão embora.
Noite seguinte. Um salão de vidro no centro do SPA. Todos estão lá dentro, esperando o ataque, que à esta altura ela já descobriu que são frequentes. Os animais chegam e de repente já não são mais pumas, mas algo desconhecido... Mais forte, inteligente e mais assustador. Quebram o vidro facilmente. Novamente ela corre, busca abrigo em uma sala, mas as portas também não impedem a entrada do animal. Novas bombas, pessoas que chegam de algum lugar, mas não para salvar, pois também estão matando o grupo de pessoas que estavam no spa. Afastam os animais, mas agrupam algumas pessoas, as outras podem ficar de alimento aos animais... Ela, por alguns passos, não servirá de comida hoje... Mas para onde está sendo levada... O grupo todo caminha... sobem uma escada... Ela pisa no primiro degrau e...
acorda.

E aí... Freud, ou alguém, quer tentar explicar???