quinta-feira, 26 de setembro de 2013

...

I reach for you over and over
I try to find something to hold on to
A shelther so I would feel safe
I try to find home in your heart
And sometimes I almost do
It's almost like you've reached out your hand and stopped me from the fall
But then it all suddelly changes
And I hit the ground again
And I don´t know whether it's you or it's me
Can't figure out what we're doing wrong
Why I'm always scared and insecure
Why there are still monsters in my dreams
And you're never there to save me
And I don't know whether it's you or it's me
Why I'm feelling so all alone
Why this night keeps getting so cold
And it feels I'm screaming for help to the emptiness
Can't understand why you walk away when I need you to stay
Why you let me go so easily when I need so much you to hold me in your arms

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Meditação... Só que não...



5 minutos de meditação. Essa é a promessa do aplicativo...

5 minutos. Não pode ser tão difícil, pode?

Passo número um:

"Coloque-se numa posição confortável, sentado ou deitado, na qual sua coluna possa se manter ereta. Evite cruzar pernas e braços."

OK. Feito. Passo número dois:

"De olhos abertos, inspire lenta e profundamente pelo nariz e expire pela boca, por 3 vezes"

Fááácil! Feito também!

"Feche seus olhos e respire normalmente. Durante 5 minutos procure "criar o vazio" na sua mente, sem se ater a nenhum pensamento. Dica: visualize uma tela branca"

Então vamos lá, avanço o aplicativo. Música instrumental tocando. E eis o que acontece:

- São só cinco minutos, não pode ser tão difícil...
- Cala a boca Renata, já começou o tempo. Tela branca, tela branca...
- ...
- As mãos estão uma em cima da outra, será que isso é considerado estar com braços cruzados, melhor tirar...
- ...
- Os olhos eram abertos ou fechados? O livro do monge tibetano diz pra meditar com olhos abertos... acho que vou abrir os olhos...
- ...
- Tela branca, tela branca... melhor olhar pro teto...
- ...
- Nossa, o olho tá ardendo... será que eu posso piscar??
- Que droga Renata, é claro que vc pode piscar, é pensar que você não pode!!! TELA BRANCA!!
- ...
- Nossa, tem uma mancha no teto...
- Pára!!!!!! Que saco, você consegue! Melhor fechar o olho de novo!
- ...
- Mas, e se eu dormir?
- Pára de pensar!!! Tela branca!!
- ...
- Nossa, esses cinco minutos não acabam não?? Esse aplicativo tá me enrolando...
- Ok, agradecer o pensamento e deixá-lo ir... Acho que era assim que falaram pra eu fazer lá no Tadashi, né? Obrigada, e agora limpa a mente...
-...
- ...
- ...
- Olha! Eu consegui pensar em nada...
- E parei pra pensar que consegui?? Que idiotice... Limpa a mente de novo Renata
- ...
- Deve ficar mais fácil com o tempo né??? Não sabia que minha mente era tão tagarela... eu falo tão pouco...
- PÁRA DE PENSAR CARAMBA...
- ...
- Ai, a música acabou, passaram os cinco minutos... Graças a Deus!!

Nossa, não sabia que meditar era tão estressante.











segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mas tenho medo II - A missão (rs)



"E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro." - Martha Medeiros


"…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo." - Martha Medeiros

Começo esse novo post com o mesmo início do primeiro, pois as pessoas mudam, as situações mudam, mas aparentemente o medo continua o mesmo...

Não, o medo não é de amar... Poucas vezes o medo é de amar... 

O medo é de sofrer, e dessa sensação desesperadora de queda que a decepção amorosa nos traz. Claro, a gente aprende que sobrevive a isso, que o mundo não acaba, que um dia a tempestade passa, o mundo cinzento volta a ganhar cores e a tornar-se divertido novamente... mas até lá...

Talvez o medo seja o de reforçar velhas e gastas crenças sobre o que é o amor na minha vida e as várias maneiras como ele se manifesta... Crenças nada positivas, talvez já trabalhadas... mas velhas feridas são mais facilmente abertas do que novas...

É, a verdade é bem essa: o medo é dos monstros que se escondem no armário e embaixo da cama. Aqueles mesmos monstros que ontem a noite nos foi provado que não existem, quando alguém foi ao quarto nos ajudar a dormir... Mas quem disse que é fácil convencer-se de que eles não estão lá esta noite...

Mas a gente tem que aprender a enfrentar o medo, como quando crianças, chega o momento que somos nós mesmos que temos que olhar embaixo da cama procurando os monstros imaginários... :)

domingo, 1 de setembro de 2013

Essa é pra você...



Estava pensando nisso tudo que eu sinto...

Poderia te dizer que te adoro porque somos tão iguais... Porque gostamos do mesmo tipo de música, porque ambos somos friorentos, mas ainda assim amamos frio... porque gostamos de dias nublados... porque amamos assistir filmes e seriados... porque nós dois gostamos de lagos e casas em meio a natureza...

Poderia dizer que te curto porque seu papo combina com o meu, e o tempo passa voando enquanto falamos de bobagens e de coisas superficiais, ou você me explica sobre física quântica, multiversos, ou tenta me explicar como a estatística te ajudou a tomar decisões emocionais...

Poderia dizer que vejo meu futuro ao seu lado porque ambos valorizamos coisas parecidas e isso cria uma boa base para se construir planos e sonhos conjuntos.

Mas se te dissesse tudo isso estaria mentindo... Porque essa é apenas parte da verdade...

Porque também somos tão diferentes... água e ar... quente e frio... emoção e razão

E não gosto dos seus silêncios e o fato de que às vezes é tão difícil te ler... Mas com eles tenho aprendido a segurar a ansiedade e respeitar o espaço e tempo dos outros (leia com cuidado - tenho aprendido - significa que a lição ainda está em andamento... rs)

E não não sei lidar com a maneira leve como você encara as coisas que pra mim são profundas e intensas... Mas descobri que leveza é algo que quero ter mais em minha vida

E tenho medo de um passado que, a mim, parece tumultuado e instável... "desequilibrado", na palavra que um dia lhe falei... Mas que é responsável por te trazer até mim dessa maneira como você é, e que por isso deve ser honrado

E as duas listas, das semelhanças e das diferenças, seguem longas... E se nem sempre gosto das diferenças, não tenho dúvidas do quanto elas já me fizeram e ainda podem me fazer crescer, me tornar uma pessoa melhor...  Se nem sempre sei como lidar com o oposto, tenho a certeza de que não sei lidar com a mesmice, com o que não me desafia, com o que não me acrescenta...

No final, a maior declaração de amor pra mim sempre foi "você me faz uma pessoa melhor", e isso, ah, isso você faz... às vezes de um modo tranquilo e pacífico, outras por mexer com aquilo que é mais difícil em mim... com minhas maiores dores, meus mais assustadores medos... Tornar-se alguém melhor nem sempre é fácil mesmo...

E por isso tudo talvez seja amor... E o amor é o suficiente pra fazer dar certo? Pra garantir que vai durar? Infelizmente nenhum de nós é tão ingênuo a ponto de acreditar que amar basta... Amar é o começo... É um bom começo... Mas ainda assim, apenas o começo... Todo o resto está em nossas mãos.

Mas valer a pena? Ah... valer a pena, por tudo que já aprendi sobre mim convivendo com você, já valeu, e muito... O resto é uma aventura... É pular do precipício na fé de que juntos criaremos asas e poderemos voar... bem alto, onde a vista é mais bonita.







domingo, 21 de julho de 2013

Medo e auto-sabotagem



"Usava meu pessimismo como escudo. Era uma débil tentativa de me proteger da dor das expectativas fracassadas: faria qualquer coisa para não ficar desapontado outra vez. Ao adotar este padrão, no entanto, a mesma barreira evitava a dor, mas também me afastava do prazer. Impedia-me de encontrar as soluções e me encerrava numa tumba de morte emocional, onde nunca se experimentava dor demais, nem prazer demais, e onde sempre se justificam as ações limitadas com o argumento de estar sendo apenas realista" (Anthony Robbins)


Quando li este trecho do livro "Desperte seu Gigante Interior" ele mexeu fortemente comigo, provavelmente por motivos pessoais - já que essa exata postura, em alguém próximo, me afetou fortemente, e, por mais que eu tenha tentado de inúmeras maneiras demovê-lo dessa maneira de agir, minhas tentativas não surtiram nenhum efeito - mas, também, por que eu fiquei pensando em quantas pessoas no mundo não vivem exatamente assim: acomodados em uma rotina de nem muita dor, nem muito prazer, apenas por medo de esperar mais, fazer algo a respeito, e fracassar.

Quantas pessoas escolhem não tentar, não buscar soluções para os problemas inevitáveis que surgem quando decidimos ir atrás de nossa felicidade,? Quantos ficam parados, presos numa vidinha mais ou menos que eles fingem estar boa , tentando, desesperadamente, convencerem-se de que é o suficiente?

Medo. Já dizia alguém muito sábio (pelas minhas pesquisas, Roosevelt) que não há nada a temer além do medo. Se, para algumas situações, o medo é um termômetro que nos alerta que estamos nos colocando em um risco demasiadamente alto, num número enorme de situações o medo nos paralisa, nos impedindo de alcançar justamente aquilo que tanto buscamos.

Temos medo de que tudo dê errado. Temos medo de não conseguir, temos medo de sofrer, temos medo de conseguir e perder, e, em alguns casos, temos medo de que tudo saia bem e alcancemos a felicidade.

 Aí, por medo, arrumamos desculpas para nós mesmos, afim de justificar o que, no fundo, é apenas a nossa covardia. Buscamos as mais variadas justificativas para fazermos absolutamente nada, e colocamos a culpa em questões financeiras, problemas familiares; dizemos a nós mesmos que não queremos magoar alguém, culpamos o tempo, a distância... Fingimos não saber que os obstáculos em nosso caminho teriam soluções, se realmente quiséssemos, se não tivéssemos tanto medo de sair de nossa zona de conforto.

Então ficamos lá mesmo, no mais ou menos, na morte emocional na qual nos fala Robbins. Sabemos que as coisas não estão bem, mas, se não estão exatamente ruins, por que querer melhorar? Quantas vezes o caminho para a depressão não começa exatamente no medo da mudança, nessa neutralidade segura?

"Nada a temer além do próprio medo"... Sim, eu tenho muito medo desse medo de viver plenamente, dessa morte em vida. Viver, para mim, é ter a coragem de mudar, de ir em busca daquilo que alimenta nossa alma.


E pra quem gostou do texto, sugiro a música do post abaixo...

Undermine


Às vezes, boas intenções
Não caem muito bem
Me faz analisar tudo
em que não vale a pena pensar
Só porque eu não vivi
As mesmas coisas que você
Isso não me faz menos
Ou faz mais de você
Eu não trocaria o meu melhor dia
Pra que você possa validar
Todos os seus medos
E se eu só tivesse uma chance
não desperdiçaria com incertezas
Ficaria aqui
É apenas falatório
Palavras ao vento
Elas só te atrasam
Se você as escutar
E é muito mais difícil brilhar, do que minar
Sim, minar
A primeira milha é sempre mais difícil
Quando você está deixando o que você já conhece
Não te culparei  se ficar aqui
Acenando para mim enquanto eu vou
Sempre desejei o melhor a você
Pensei que você iria me ver realizar meus sonhos loucos
Sim, aqueles que você pensou que eu nunca realizaria
Ainda assim, você trocaria seu melhor dia
Só para as coisas serem do seu jeito
Todos esses anos
E se você só tiver uma chance
Talvez toda essa conversa
desapareceria
É apenas falatório
Palavras ao vento
Elas só te atrasam
Se você as escutar
E é muito mais difícil brilhar, do que minar
Sim, minar
E é muito mais difícil brilhar
sim é muito mais difícil brilhar
Do que minar
Às vezes, boas intenções
Não caem muito bem

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dia dos namorados para corações solitários

Ela acordou com o despertador, como de costume, sem muita vontade de sair da cama. Hoje, mais do que nunca, ela desejava que já fosse amanhã.

Só um dia, como outro qualquer... Não, não dava pra fingir que era assim... Ela não se recordava de ter sido tão difícil no ano anterior... "Ah, é verdade" - pensou - "ano passado houve o jantar com o não namorado"

Só um dia como outro qualquer? Mentira... Era dia 12/06 e fingir que não  importava era falsidade... Era o dia do aumento da sensação de solidão de quem, como ela, estava sozinha, e os muitos eventos de solteiros marcados para essa data comprovavam a vontade de fugir desse sentimento.

Fim do mundo? Não... Provavelmente - ela imaginava - era muito pior passar o dia das mães sem mãe... O dia dos pais sem pai, ou o Natal sem uma família... Dos males, o menor...

Não, não era o fim do mundo. Na verdade ela até que estava bem acostumada com a sensação de passar por essa data e sentir-se um pouco mais solitária... Não era novidade... Nenhum motivo para deprimir-se e nem sair da cama... Mas era chato.

Não haveria mensagens e telefonemas
Não haveria expectativa por surpresas
Não haveria jantar ou passeio especial
Não haveria uma noite de sexo selvagem seguida de sono em conchinha...

Droga! Ela sentia falta das noites de sexo e sono em conchinha!

Mas mais do que isso, havia aquela falta em seu peito... A saudade dele, que naquela semana doía mais. Havia aquele vazio no coração... Um vazio terrivelmente preenchido com a ausência dele. Soava estranho "vazio preenchido", mas a sensação era essa mesmo...

Apenas um dia como outro qualquer? Não, ela não conseguia se convencer disso... Não era o fim do mundo. Haveria conversas, sorrisos, pessoa e coisas boas. Sua vida era repleta de coisas boas, ela tinha que admitir.

Ainda assim, por este ano, sem nenhuma necessidade de fingir uma solteirice bem resolvida que ela nao sentia - não sempre, pelo menos, e definitivamente não hoje - ela levantou para encarar a solidão e a saudade que doía em seu coração e, em conjunto com tantos outros corações solitários e/ou partidos, uma frase tomou conta de seus pensamentos: 

"Eu odeio dia dos namorados"

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Closing time...


"Closing time, every new beginning
Comes from some other beginning's end"

Inícios, meios e fins... E sim, fins são, quase que inevitavelmente, tristes... E como já escrevi uma vez, na grande maioria das vezes não são pontos, mas processos...

Mas as nuvens que trazem as tempestades se dissipam eventualmente, e a água que caiu abalando tudo ao redor é utilizada para que a vida renasça e refloresça, talvez mais forte e mais bonita do que antes.

E assim é a vida... O fim traz esse novo início contido nele.

O novo não vem enquanto algumas portas não são fechadas e deixadas para traz, mesmo que a caminhada adiante pareça amedrontadora por trazer com ela todos os fantasmas da incerteza.

A vida caminha para frente, inevitavelmente. Não importa o quanto lutemos para nos mantermos ligados aos nossos velhos apegos, nossas velhas histórias, nossos velhos - ou atuais - medos. Pausar não é uma opção no filme da vida, e, quando tentamos, inevitavelmente saímos perdendo, pois as oportunidades de renovação cruzam nossos caminhos todos os dias, mas vão embora também, quando não as aproveitamos...

Então hoje em celebro o fim. Encerro o processo desse doloroso final que começou há tantos meses atrás, exatamente no mesmo momento que iniciamos nossa história.

Agradeço o aprendizado, os momentos, o sentimento. Perdoo o que precisa ser perdoado e peço perdão por qualquer coisa. E sigo...

Celebrando o fim, e os novos começos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Da dor, música...

Não toco nada... Não sei fazer música... Mas se a dor quis virar som, eu deixo sair... Pena que pela minha falta de conhecimentos musicais, um grande hit se perde... KKKK



Heart away

You come
With your sweet words and you charm and that great smile
Break my walls and make your way straight inside
You just look at me, you get me
I am yours

Your touch
Make my stomach twists and fills with butterflies
You just kiss me I am high up in the sky
I fell the heat, my body burns
And now I'm yours

Yes you come and take my heart away
You just come and take my heart away
Please just take my body, soul and heart away

Hold me close
I am here inside your arms, it fells like home
I just know I found the place where I belong
You are here, I have your love
And I am strong

Now it's late
And you say you have to go, you cannot stay
There's a world, there is a place, a hole to play
Grab your things, kiss me goodbye
Just go away

Yes you came and took my heart away
You just came and took my heart away
You just took my body, soul and heart away

So that's it
Now you're gone
There's no us
No more home
No more peace
No more heat
No more sun

'Cause you came and took my heart away
Please just come and take my heart away
Take my body, soul and my hole heart away
Maybe then I will no longer feel the pain
Yes just come and take this fool's hole heart away
Now it beats too weak to keep it anyway

quarta-feira, 20 de março de 2013

Outono


E então é outono de novo...

E sim, amo outono... o fim. O encerramento de um ciclo que deixa cair o velho pra começar a se preparar pro novo... Porque o fim está no outono, não no inverno.

O inverno é a quietude indispensável para preparar-se para a beleza, as cores e a vida da primavera. Aquele momento de introspecção, de juntar as forças para uma nova empreitada e ir a luta... mas o fim, ah... o fim é o outono, quando as folhas caem... quando vai embora aquilo que já não te serve mais...

E mais um outono chega iniciando mais um ciclo de morte e renascimento, mas, dessa vez, não traz a paz dos ciclos encerrados. Porque o velho nem sempre é dispensável e nem sempre é fácil definir o que já teve seu tempo e que seria necessário deixar morrer.

Não sei dizer se é só apego, mas, às vezes, deixar morrer é angustiante.

Psicóloga Renata Peixoto: Depressão

Psicóloga Renata Peixoto: Depressão: “ Há pouco tempo, voltei a um bosque em que brincara quando criança e vi um carvalho, enobrecido por cem anos, em cuja sombra eu costu...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Anônimo

Oi... tudo bem?
Hoje é você que está por aqui em meus pensamentos...

Estranho né? Depois de tanto tempo... Fazia muito tempo desde a última vez que você tomou conta assim dos meus pensamentos... Mas, ainda assim, pode entrar, fique a vontade, a casa é sua... como costumava ser...

Reli alguns dos seus e-mails hoje... Não todos, apenas alguns... Muitos foram apagados quando chegou o fim, pra eu não lembrar... pra doer menos... Nunca consegui aprender que isso não funciona... rs. Que o ato impulsivo de apagar os vestígios nem ao menos me deixa mais forte...rs. Quem sabe um dia aprendo...

Fiquei pensando em quantas histórias de amor acabam assim, deixando apenas alguns emails na caixa de entrada e mensagens anônimas no blog, em tantos textos escritos especialmente pra você... Ei, junte mais esse a sua coleção... esse também é seu... :)

Senti sua falta hoje... sinto isso de vez em quando... acho que não é verdade aquela história que ninguém é insubstituível... algumas pessoas são... não no que fazem, mas no jeito especial de fazê-lo... A forma como você conversava comigo era só sua... não dá pra substituir isso... Algumas outras coisas também não dá... A gente se acostuma a ficar sem, mas isso não significa que elas não façam falta de vez em quando...

Mas não foi triste a minha saudade... exceto pelo seu silêncio... Seria bom saber de você de vez em quando... "Saber que você é feliz", como dizia a música... e como sempre lhe disse que merecia ser...
E então? Está feliz? Que coisas boas têm acontecido na sua vida?? Talvez tenha parado de fumar... (não, eu não desisto nunca)... rs

Mas lembrar de você é sempre bom, e é sempre com um sorriso nos lábios que eu o faço... E sim, me lembro de você com frequência... lugares, pessoas e músicas me lembram você... e cada vez que meus pés baterem nos de alguém por baixo da mesa, acho que vou lembrar de você...rs... Algumas coisas marcam a gente, mesmo sem querer...

Bom, acho que já está na hora de você ir, né? Já passou muito tempo aqui comigo, em meus pensamentos, e a vida segue, e a gente tem que cuidar... Mas pode voltar se quiser... a porta está sempre aberta pra você... E algumas pessoas ganham o direito de entrar sem bater...

:)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

São tantas emoções...

E a gente sabe que é forte, mas às vezes esquece o quanto...
Sabe que tudo passa, mas às vezes nos sentimos presos num momento que nãoquer ir embora...
A gente às vezes sabe que vai dar tudo errado, e ainda assim não resistimos à tentação...

Ser humano é assim mesmo... Complicamos as coisas por total inabilidade de simplificarmos... Porque, cada vez mais, acredito que as coisas são simples, nós é que as complicamos demais... Nós e nossas muitas emoções...

Já dizia o rei "o importante é que emoções eu vivi", mas, por mais que concorde com ele, acho que em alguns momentos a lição é aprender a não viver a emoção... Não entenda não viver por negar, não é disso que estou falando, estou falando da difícil habilidade (ao menos para mim) de colocar as emoções a distância para podermos analisar as coisas como são, e não com a lente de aumento das emoções...

Eu não sou minhas emoções. Minhas emoções não são a realidade... Elas são pura e simplesmente aquilo que elas são - emoções - e, por isso, apenas uma pequena parcela do todo... Mas essa pequena parcela, se não tomarmos cuidado, pode transbordar para o todo, e guiar nossas ações, nossos pensamentos e se tornar todo nosso eu...

Aprendendo a lidar melhor com isso, vamos aprendendo que não somos todos iguais... A importância que dou às coisas é diferente da dada pelas pessoas ao nosso redor, e, se entendermos essa simples verdade e conseguirmos controlar a mania que nossas emoções negativas têm de nos afirmar que nós estamos certos, e os outros estão errados, conseguimos respeitar mais as pessoas, não levar tudo pro pessoal, deixando que fatos e acontecimentos externos conduzam nossas instáveis emoções para cima e para baixo, e se, em momentos difíceis, não conseguimos ainda manter a alegria e a felicidade, encontramos ao menos uma tranquilidade que vem da aceitação das diferenças e da enorme força que conquistamos quando conseguimos conduzir nossas emoções ao invés de sermos conduzidos por elas.

E assim tenho encontrado minha maior força