quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meu Transcendendo seus Limites - Superação e voo ao encontro da paz


Já fazem dois anos que fiz meu Transcendendo seus Limites. Por que escrever agora?? Resposta simples e direta: porque não tive vontade de escrever antes...


Pra quem não faz ideia do que estou falando – http://www.tadashi.com.br/



Pra quem já viu um voo, começo dizendo: Sim, as risadas são verdadeiras!! - Acreditava que as pessoas podiam sentir-se voando, podiam acessar momentos de coragem, amor, comunhão com Deus... Mas simplesmente não podia acreditar naquele monte de gente começando a gargalhar do nada... Tive que viver pra acreditar que era possível!

Não sabia o que buscava quando fui fazer o TL... Sabia que algo não estava bem; sabia que não estava feliz, não estava em paz. Sabia, principalmente, que o processo não seria fácil; e, apesar da mudança ocorrida após o LT, não acreditava que poderia ser tão transformador.

Vivi lá meu momento de coragem; vivi lá meu momento de amor incondicional; vivi lá meu momento de comunhão com Deus e já no fim, encontrei o que estava procurando – a alegria e felicidade que te fazem gargalhar sem nenhum motivo. Resgatei, lá em Itú (meu TL foi no Golf) uma leveza, uma felicidade, uma alegria que não lembro de haver sentido antes.

Junto com isso encontrei a fé. Não a fé cega que te faz acreditar sem parar para pensar, mas uma certeza completa e absoluta que está tudo certo; tudo é como tem que ser. E como é libertador saber disso – aceitar passado e presente, aprender o quem tem que ser aprendido, deixar o resto de lado e, sem culpas e sem ressentimentos, seguir em frente; transformar-se; transformar o mundo.

Não, não foi fácil.


Não, não foi uma mudança automática, ocorrida num passe de mágica. O espelho me mostrou coisas que não gostei de ver. Saí do hotel e fui para casa um pouco mais consciente da minha luz, mas, principalmente, com uma bagagem enorme de sombras descobertas. Sai do treinamento para enfrentar uma batalha diária com hábitos disfuncionais cultivados por anos e anos; uma batalha árdua, que, em alguns aspectos, dura até hoje; e na qual me vejo às vezes ganhando, outras perdendo.



Mas saí em paz. A paz de me saber forte, amada e amando a mim mesma, com habilidade de rir até mesmo das sombras (e ás vezes rir das sombras é a única maneira de fazê-las ir embora) e com a certeza absoluta de que Deus está comigo e em mim, e portanto, tudo está perfeito.

A paz que me ajuda a aceitar os momentos inevitáveis de tristeza, integrar o aprendizado e – o mais importante – desapegar dessa tristeza; e fazer o mesmo com os momentos de alegria – pois eles também vão passar.

A paz que me faz assumir responsabilidade por um mundo que é meu, e abraçar a mudança deste mundo como uma missão a ser cumprida. Como disse Jorge Vercilo - “paz no mundo inteiro, esta é a minha guerra”.

A paz que me trouxe a habilidade de gargalhar do nada; que me dá coragem para me melhorar a cada dia e me superar; a paz que me deu asas, me fez ver mais longe, me faz voar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

EU RECOMENDO: COMER, REZAR, AMAR



Antes que alguém comente: sim, o livro é melhor! Como normalmente ocorre com todos os filmes que derivam de livros muito bem escritos. De qualquer maneira, eu recomento ambos.

O filme mantém a principal característica do livro, que é fazer com que você pare um pouquinho para entrar em contato com você mesma... com os anseios e desejos do seu coração - sejam eles quais forem.

Gosto da idéia da palavra de cada um. É minha parte preferida do livro. Ainda não descobri a minha... Se você já sabe a sua ficaria muito feliz se você a compartilhasse comigo... Talvez a vida seja isso mesmo: uma busca pela nossa palavra... No filme, infelizmente, eles tiraram palavra usada no livro para o Vaticano, e que eu amei. Fé?? Não, PODER! Achei fantástico! (e não é nada pessoal com a igreja católica não, acho que se encaixa em quase todas as religiões).

Algumas lições a serem tiradas tanto do livro quanto do filme:
- Como Deus fala com vc?
- Quem é você? Vc sabe? Ou se define pelos seus relacionamentos, trabalho, papéis sociais? Quando tudo isso deixar de existir, você ainda vai saber quem é você, ou irá sobrar apenas o vazio?
- Quais são os desejos mais fortes do seu coração?da sua alma?? Você os tem ouvido? Os tem atendido??
- Qual a sua palavra, e, mais importante - você gosta dela??
- Quais as feridas que te impedem de alcançar a realização, a paz, a plenitude?
- E por último, cito a frase do guru no filme, generalizando-a um pouquinho, pois ele foca apenas no amor: "às vezes, perder o equilíbrio, faz parte de uma vida equilibrada".

Sim, domingo era dia de ver esse filme... o começo de um novo ano, de uma nova fase, merece algo que faça pensar, e era exatamente neste clima que estava desde sábado.

Domingo tive um excelente dia... Comecei o dia rezando (embora, devido ao tempo feio, não no Zulai, como tinha planejado), fui comer (no Outback, que eu adoro), e o amor ficou por conta da família e amigos que estiveram comigo desde sábado, comemorando mais este ano de vida... E um ótimo filme é perfeito pra fechar o fim de semana com a energia lá em cima.

Eu recomendo! O filme, o livro, os amigos, a comida, a espiritualidade, o amor, os questionamentos, a vida!!

sábado, 16 de outubro de 2010

De repente...30!


Ano passado, nesta mesma época, estava em crise.
Fazendo 29 anos o tempo parecia ter passado tão rápido e tão pouco havia sido realizado...

Verdade, o tempo passou rápido... e neste ano, 30!

Não, não casei aos 20, como dizia que ia fazer quando era criança (ufa! que bom!)

Não tive meus dois filhos aos 22, e 24 anos (e por isso pude fazer não uma, mas duas faculdades), na verdade, não tive nenhum ainda (mas quem está com pressa?)

Não encontrei o principe encantado (mas o tempo me ensinou que ele não existe... principes viram sapos, e não o contrário, por isso é melhor esquecer a idéia de perfeição...)
Encontrei, apesar disso, uma Renata que, longe de ser a princesa no alto da torre esperando ser salva, doma seus próprios dragões (pra que matá-los, eles voam e podem te levar muito mais longe), luta suas próprias batalhas e cria as leis de seu mundo... (e talvez só tenha conseguido encontrar essa Renata porque o principe não apareceu).

Não encontrei a serenidade, calma e paz que esperava ter até os 30... Tenho que me lembrar frequentemente que devo tentar manter a mente aberta, a espinha ereta e o coração tranquilo - a mente ainda espera que os outros sigam minhas altas expectativas, a coluna dói devido à péssima postura e o coração vive de altos e baixos como numa montanha russa - (Mas aprendi a aceitar que as pessoas são o que são e escolher as que quero perto de mim; aprendi a aproveitar ao máximo os altos e aprender com os baixos, e que no final a única certeza é que ambos vão passar; e a coluna... é, tenho que fazer alguma coisa para resolver isso...)

Não, minha vida não é como eu imaginava, aos 12, que seria quando fizesse 30 anos - e descobri que é muito melhor!

Sim, ainda há um longo caminha à percorrer...

Sim, sair dos vinte e poucos é uma grande mudança... mas quem disse que é pra pior?

Afinal, é aos 30 que o jogo começa a ficar interessante, não é?



"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade…
Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.

Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar!" — Clarice Lispector

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E volto a falar de espiritismo...

Já escrevi aqui sobre espiritismo (http://ovoodafenixx.blogspot.com/2009/01/por-um-espiritismo-menos-cristo.html), hoje volto ao assunto.

Cresci espírita, ou pelo menos próxima disso. Até onde sei, minha bisavó já era espírita (embora não lembre bem onde ouvi isso), e, tendo passado a minha vida inteira em meio à idéias, e, principalmente, à pensadores espíritas, sou adepta de muitas de suas idéias.

Volto porém à palavra PENSADORES. Tenho um orgulho enorme de dizer que cresci em uma família de pensadores. Na mesa da cozinha da minha avó cresci ouvindo meu pai e tias discutirem política, educação, economia, e até espiritismo às vezes (embora este fosse um tema menos polêmico).

Cresci aprendendo a pensar, questionar, gerar novas idéias. Reproduzir, apenas quando fazia sentido, quando minha razão concordava com o que estava ouvindo.

Minha razão concorda com o espiritismo, já com os espíritas, nem tanto.

Parei este ano o curso de Aprendizes do Evangelho da Seara Bendita. Não via sentido em aprender o velho testamento, não acredito nele. Me sentia na aula de catecismo (embora admita que nunca assisti uma aula de catecismo). Sou da opinião que qualquer espírita que acredite na importância de defender a bíblia como fatos históricos (seja novo ou velho testamento), perdeu o foco.

O espiritismo, apesar de cristão, não é católico; e acho as tentativas de ajustar os discursos para atender expectativas de ex-católicos uma falta de bom senso bastante prejudicial. E para isto basta ver caravanas de espíritas indo visitar o túmulo do Chico Xavier e fazer pedidos. Daqui a pouco vão mandar pedido de canonização para o Papa.

Porque falo tudo isso?

Apesar de ter parado o curso, uma segunda parte dele é voltada para a reforma íntima, para o auto-aperfeiçoamento, e ontem, resolvi pegar o livro desta parte do curso e retomar a leitura.

Voltei à parte dos vícios, onde havia parado, e olhe as pérolas que encontrei:

"em geral, a tendencia para beber vem de uma perturbação da afetividade que pode ser gerada na infância. Os problemas infantis, gerados nos desequilíbrios familiares, pela falta de carinho dos pais ou por outros conflitos, são comumenteas raízes deste estado intimo propício ao alcoolismo"

"A gula também é uma manisfestação de egoísmo. A porção alimentar que poderia sustentar mais uma ou duas pessoas é totalmente digerida por apenas uma, com visível prejuízo para a coletividade" (eu entendi bem? Ele está culpando os gulosos pela fome mundial?) (...) "Teoricamente a energia alimentar contida em uma amêndoa seria suficiente para nos nutrir o dia inteiro" (e os aneréxicos vibram!! - cadê os fatos médicos que comprovam essa teoria maluca??)

Sobre sexo: "Dirigimo-nos em particilar aos jovens que, na fase de sua formação física e moral, possam estar disperdiçando as suas energias procriadoras, tão importantes no fortalecimentodo sistema cerebral e de todos os seus orgão do corpo", e aí ele manda canalizar essa energia nos estudos, esportes, artes, musica e ajuda ao próximo - Cuidado jovens! Fazer sexo pode deixá-los burros, com orgãos mal desenvolvidos e além disso vcs não poderão dedicar-se às demais atividades.

Gente, não discuto o mérito do autor, o livro foi escrito em 1984, na minha opinião ele traz idéias antigas e preconceitos até para esta época, mas, enfim, eu tinha 4 anos... O que eu entendo sobre o que se acreditava então?

Mas hoje, em 2010, por que este livro é utilizado??

Com tantas pesquisas e tantas coisas já escritas e ainda sendo escritas sobre vícios e excessos, e consequentes prejuízos à saúde física e espiritual, e sobre reforma íntima, auto-conhecimento e auto-desenvolvimento, por que utilizar um livro com idéias ultrapassadas e preconceituosas??

Amo Kardec! Ele foi um revolucionário. Deve ter precisado de muita coragem para abrir mão dos dogmas de uma sociedade católica e divulgar o espiritismo

O Espiritismo, infelizmente, está cada vez mais estagnado, cada vez mais preso à idéias antigas; marcado por traços católicos, preconceitos culturais e sociais. Está cada vez mais religião e menos doutrina, menos ciência, menos filosofia.

Abro mão da religião. Fico com a ciência, com a filosofia, seguindo uma doutrina própria, se for o caso.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como você mede sua vida hoje?

Solte a música para ler este post (tradução no final)






O sol nasce trazendo um novo dia
Um dia novo não merece já começar manchado pelas velhas preocupações.
Deve ser uma página em branco; mais uma oportunidade para que você tenha o melhor dia de sua vida.
Hoje, e amanhã, e depois... Cada dia traz essa promessa de realizações, conquistas e alegrias.
Não há nada do passado que mereça o desperdício do agora. O que passou, passou. O que foi feito já foi feito e não dá pra voltar atrás. O que não foi feito já passou também... Não há dois momentos iguais, duas oportunidades iguais...
O mundo muda a cada segundo, e o único momento sobre o qual você tem algum controle é o agora; e este agora passa rápido, muito rápído.

Aceitar que tudo passa é o primeiro passo para encontrar a paz, para entender o quão valioso é cada momento de nossas vidas; o quanto é inútil tentarmos controlar o passado ou o futuro.
Tentar fazer isso é deixar-se controlar por este passado ou este futuro, e perder a melhor época de nossas vidas.

 E apesar disso tudo ser muito lógico, e fazer muito sentido, ainda assim vamos vivendo atromentados pelo passado e fazendo planos para o futuro. E passamos muitos nos nossos dias no nada, na rotina, na mesmice...

O que você fez por você hoje?
O que aprendeu?
O que fez de novo?
Onde você se superou?
Quais desafios venceu? Quantos medos venceu?
O quanto você riu ou fez alguém sorrir?

A vida não devia ser medida em tempo, em  minutos, horas, anos... Quem começou a medir o tempo desta forma não entendia nada da vida.
A vida devia ser medida em momentos especiais.

Imagina a diferença que isso iria fazer no mundo... se as pessoas aprendessem a medir seu tempo não em quantos anos faltam para a aposentadoria, quantos dias para o final do ano, quantas horas para ir para casa, quantos anos desde que nasci; mas em sorrisos divididos, em lições aprendidas, sonhos compartilhados, medos vencidos, metas alcançadas... Dá pra imaginar um mundo assim??

Criar um mundo melhor é algo de terá que passar por estas mudanças. Mudanças de paradigmas, mudança nas formas que vivemos e entendemos o mundo até agora.

Que diferença essa mudança poderia fazer na sua vida??

Como você mede a sua vida hoje???


Música: Seasons of Love (do Músical e Filme - RENT)

Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos
Quinhentos e vinte e cinco mil momentos tão bons
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos
Como você mede, mede um ano?


Em dias - em pores-do-sol
Em noites - em copos de café
Em centímetros - em quiolômetros
Em risos - em discussões

Em - quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos
Como você mede um ano da vida?


Que tal com amor?
Que tal com amor?
Que tal com amor?
Meça em amor


Temporadas de amor
Temporadas de amor


Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos
Quinhentos e vinte e cinco mil jornadas a planejar
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos
Como você mede a vida de uma mulher ou um homem?


Em lições que ela aprendeu
Ou nas vezes que ele chorou
Nas pontes que ele ergueu
Ou da maneira que ela morreu

Agora é hora - cante
Apesar da história nunca terminar
Vamos comemorar , nos lembrarmos de um ano
Na vida dos amigos


Lembre-se do amor
Lembre-se do amor
Lembre-se do amor
Meça em amor


Meça
Meça sua vida em amor
Temporadas de amor
Temporadas de amor

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sobre amor e amizade

"Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante" - Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe.

Acredito que o amor é um sentimento eterno. É algo tão forte, tão avassalador que, uma vez que se ame alguém, torna-se impossível desamar. O amor é assim, algo que não se desfaz, um caminho sem volta em direção ao que temos de mais próximo da perfeição. O mais próximo que podemos chegar de Deus. A maior prova disso é que o amor não exige recíproca, não exige nada do ser amado. Para amarmos alguém é preciso apenas amar.

Não estou falando de paixão. Já me apaixonei e desapaixonei várias vezes. Isso nada tem a ver com amor, embora algumas vezes os sentimentos se encontrem em uma única pessoa. Já me apaixonei por pessoas que amava, e por pessoas que nunca amei. E amo muitas pessoas pelas quais nunca fui apaixonada. Não é do amor romântico que vou falar hoje, é do AMOR, assim, com letras maiúsculas.

Mas, e a amizade?? Será que ela tem essa força toda??

O que é um amigo?? O que faz a gente dizer que alguém é nosso amigo? E ressalto aqui que falo de amigos, e não colegas, conhecidos...

Amigo é aquela pessoa que faz parte da nossa vida; aquela pessoa na qual podemos contar sempre. Aqueles com quem dividimos nossas alegrias e tristezas, nossos bons e maus momentos. Aqueles que nos conhecem muitas vezes melhor do que nós mesmos. Aqueles com quem nos preocupamos e que preocupam-se com a gente.

"Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta" - Achei esta definição perfeita.

E aí, dar pedacinho de chão ou pedacinho de céu dá muito mais trabalho do que disponibilizar um espacinho dentro do coração... Amor é sentimento, e não exige nenhum esforço além de amar. Amizade é relacionamento, e relacionamento exige esforço, dedicação, tempo. E este esforço, tem que ser das duas partes.

Sim querido, longe é um lugar que não existe fisicamente; mas existe nos muros que criamos, nas barreiras que se formam e nos laços que se quebram quando deixamos de nos dedicar, compartilhar e estar lá para àqueles que amamos. Quando optamos por não perder tempo para fazê-los ou mantê-los tão importantes em nossas vidas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A LEI DO MAIOR ESFORÇO

Bom, desta vez estou aqui para começar um movimento pela lei do maior esforço.

Sim, você está lendo direto... é pela lei do MAIOR esforço mesmo!!

De onde tiramos a idéia de que fazer o básico está bom?? Quando aprendemos que não tem problema não darmos o melhor de nós mesmos?? E, principalmente, como vivemos dessa forma e achamos que está tudo bem??

Chega! Estou brigando pela lei do maior esforço!

Brigando para divulgar a idéia de que fazer menos do que o nosso melhor é trair à nós mesmos, é aceitar pouco, é auto-sabotagem.

Porque não dar sempre o seu melhor? Assim, logo de cara mesmo, na primeira vez... Não aceitar de você menos do que você sabe que você é capaz de fazer.

Megulhar de corpo e alma em tudo que você se envolve, e cobrar mais de você mesmo em tudo que você faz...

Pense bem, seu mundo não seria melhor se todo mundo desse sempre o melhor de si mesmo??

Que tal começar a mudança por você? Nem é tão difícil assim, é só você se cobrar a...

... ser o melhor profissional que você pode ser;
... ser o melhor pai/ a melhor mãe que você pode ser;
... o melhor esposo/ esposa;
... o melhor irmão/ irmã;
... o melhor cidadão;
... o melhor motorista...

... Enfim, é só recusar-se a se contentar com a mediocridade... Afinal, porque ser medíocre quando você pode ser fantástico??

O problema maior é que as pessoas querem grandes resultados com pouco esforço. Temos uma sociedade inteira querendo a grandeza mas agindo de forma pequena... Onde foi que se aprendeu que isso é possivel??

Vale lembrar: "Expectativas normais exigem resultados normais, expectativas extraordinárias exigem esforços extraordinários"

Ouse sonhar o extraordinário, e faça esforços extraordinários para tornar seus sonhos realidade!

Junte-se ao movimento pela lei do maior esforço!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

MEU CACHORRO É UM GATO DISFARÇADO!!!!!

Ontem, com conversa com uma das pessoas que trabalham comigo, fui despertada pra uma realidade surpreendente e impactante:

MEU CACHORRO É UM GATO DISFARÇADO!!

Explica muita coisa... Exceto talvez o fato de ele gostar muito de tomar banho... mas até aí... também não conheço muitos cachorros que sejam chegados num banho...

Veja só...

O Freud (o cachorro, não o pai da psicanálise) odeia passear... o negócio dele é comer e dormir... nada desse negócio de exercícios não... ele não nasceu pra isso...
Sim, ele até pega a bolinha quando jogamos, pelo menos na primeira vez (afinal de contas, ele está infiltrado na minha casa como um cachorro... precisa disfarçar); mas após pegar a dita cuja ele não volta para te entregar... Ele pega, vai para outro lugar e torce pra você não pegar a bola pra jogar novamente... E se, por acaso você, inocente, fizer isso (achando que ele vai adorar a brincadeira), ele simplesmente ignora... Quem vc pensa que é pra querer que ele fique correndo atrás de uma bola... que brincadeira mais boba...

Ele não nasceu pra essa vida de cachorro... corridas atrás de bola, bagunça, rolar na terra... nada disso... O mundo dele é apartamento... almofada... prato...filet mignom a gente não dá não... mas bem que ele ia gostar... Alguma semelhança com uma música cantada pela gata dos Saltimbancos?? Não se enganem, NÃO é mera coincidência...

Bom, ele não gosta de brincadeiras... mas curte bem um carinho... se derrete todo, se joga no chão e mostra a barriga, e pede, pede não... exige mais quando você pára...

Ele morde, e não arranha. Mas, mas uma vez, ele está fingindo ser um cachorro... tem que agir como tal... Mas a maioria das pessoas que não gosta de gatos diz que eles são traiçoeiros... como o Freud, e morde sem avisar...

Como um  gato, ele é tirano... O rei do pedaço...nada disso de amigo fiel, de gravitar ao redor do ser humano não... Nós estamos aqui pra satisfazer suas necessidades... comida, na hora que ele quer, carinho, sempre que ele quer... e o resto do tempo deixe ele dormir e não encha o saco... Claro, ele abana o rabo e vem nos receber na porta, como um bom fingidor... Pra gente não desconfiar...

Aí vcs me perguntam: mas por que um gato iria fingir que é um cachorro??
Bom, sei lá, isso acho que nem Freud (o psicanalista, não o cachorro) explica!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Devaneios de uma noite de inverno

O que é necessário para uma pessoa ser feliz??


Quantas vezes reclamamos de tudo ao nosso redor, de nossas vidas e de nossas conquistas, esquecendo o quanto temos à agradecer...



Crescemos num mundo de romances, de grandes emoções e grandes paixões... Buscamos freqüentemente essa grande paixão que preencherá um vazio ainda maior que carregamos dentro de nós mesmos, mas essa grande paixão existe realmente, ou é algo no qual somos levadas a acreditar? Uma utopia criada por cantigas de amor romântico na Idade Média e propagados pelos contos de fadas e, posteriormente pelos filmes de amor que nos dão uma falsas idéia de um “felizes para sempre” que na verdade nunca acontecerá...



Estamos todos fadados a passar nossas vidas buscando sonhos impossíveis?



É o amor um sonho impossível?



Ou, melhorando a pergunta, o que é o amor??



É necessário que o amor seja essa coisa avassaladora, que nos preenche, que nos faz sentirmos que somos completos, que nos eleva?? Isso é o amor??



Ou o amor é uma coisa mais tranqüila, algo mais calmo... Uma paz toma conta de nossos corações e nos faz melhores, e, se é isso, existe a necessidade de que este amor seja um amor romântico... Não seria então, tão reconfortante quanto o relacionamento homem/mulher, a amizade, o amor pela família, o amor pela humanidade? Não foram felizes os homens iluminados que dedicaram-se a amar a humanidade?



Porque somos levados a acreditar que só podemos ser felizes quando estamos acompanhados?Quando estamos em algum relacionamento??



E, mais importante de tudo, será que é esta crença que faz com que a tristeza nos invada às vezes, quando estamos sozinhos, mesmo tendo todos os motivos para estarmos felizes? Estamos deixando convenções pilotarem nossos aviões, determinarem nossos sentimentos?

Tempestade

No som do ventilador O silêncio de um vazio preenchido apenas com o vento  O resquício de um sentimento que nunca deixou de estar lá  Seu co...